<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2490608073115029396</id><updated>2012-03-15T15:07:10.485-07:00</updated><category term='Trabalhos Itaú Cultural'/><title type='text'>Ruminando Cultura</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://ruminandocultura.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2490608073115029396/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruminandocultura.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Fábio Farias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03123894890692692229</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://img410.imageshack.us/img410/1174/roscaxd1.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>15</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2490608073115029396.post-4515241583734739681</id><published>2008-04-04T06:45:00.000-07:00</published><updated>2008-11-12T23:18:40.019-08:00</updated><title type='text'>Açougue e oficina são cultura no DF</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Cama e travesseiro, carro e garagem, arroz com feijão, escola e professor. Todas as pessoas são, em certa fase da vida, condicionadas a associar corretamente os pares. Só que, às vezes, é preciso aceitar que a ligação açougue e livro também pode ser correta. E as oficinas mecânicas, além dos parafusos, podem ser sedes perfeitas para peças teatrais. No Distrito Federal, iniciativas pioneiras como o Teatro Oficina Perdiz e o Açougue Cultural T-Bone mostram que combinações inusitadas são possíveis, muito positivas e podem ajudar toda a comunidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_D9U1xAbgMP0/R_YzvjQ2ZrI/AAAAAAAADlc/1VcyXGABeEI/s1600-h/Foto+2.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_D9U1xAbgMP0/R_Y2ezQ2ZvI/AAAAAAAADl8/3z__WJ0wBNE/s1600-h/Foto+2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5185391923748562674" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_D9U1xAbgMP0/R_Y2ezQ2ZvI/AAAAAAAADl8/3z__WJ0wBNE/s320/Foto+2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O Teatro Oficina Perdiz, localizado em Brasília, na quadra 708/709 Norte, concilia há 18 anos comércio e cultura. No local, veículos são consertados de dia e peças teatrais são apresentadas durante a noite. O dono da oficina, José Perdiz, reconhece que, em seus 75 anos, poder oferecer o espaço para manifestações artísticas é uma das suas maiores satisfações pessoais. “Meu trabalho nunca foi fácil, nem tenho dinheiro para bancar apresentações. Mas ajudar os outros e incentivar a cultura é fundamental, mesmo em tempos de dificuldade”, afirma Perdiz.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ele fornece o espaço da oficina para apresentações teatrais sem cobrar aluguel e confessa que, só depois de ver mais de 100 peças no seu estabelecimento, descobriu o sentido e o poder das artes cênicas. “Quando a gente não entende a arte, é fácil falar que não gosta. Após ver o sofrimento dos atores na montagem das peças, a ansiedade nas apresentações e nos ensaios, passei a compreender o universo por trás das cortinas e me encantei”, conta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a atriz brasiliense Ana Paula Pousa, que participou da peça História de Algum Lugar, apresentada em 1996 no teatro de Perdiz, a iniciativa do mecânico deveria servir de modelo para projetos semelhantes em todo o Brasil. “É uma forma de provar que, para quem quer levar cultura para mais pessoas, espaço físico nenhum é obstáculo”, conta. Ela admite que, mesmo para o ator, contracenar em palco tão inusitado como o de uma oficina é uma experiência enriquecedora e única. “Parece que a sua arte cria dimensões muito maiores que o conjunto cortina, palco e platéia”, analisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_D9U1xAbgMP0/R_Y0PTQ2ZsI/AAAAAAAADlk/aDLMrduhxaU/s1600-h/Foto+1.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_D9U1xAbgMP0/R_Y3BjQ2ZwI/AAAAAAAADmE/LRR8cPF3drw/s1600-h/Foto+1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5185392520749016834" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_D9U1xAbgMP0/R_Y3BjQ2ZwI/AAAAAAAADmE/LRR8cPF3drw/s320/Foto+1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A oficina foi transformada em espaço cultural por acaso, quando o sobrinho de Perdiz pediu o espaço do tio emprestado para ensaiar com seu grupo de teatro, em 1975. Mas foi em 1989 que o estabelecimento virou palco de vez. Os camarins e arquibancadas improvisados para a primeira peça no local permanecem lá até hoje. Entre 1991 e 1992, o teatro de Perdiz chegou a atrair públicos de mais de 7,5 mil pagantes, em peças históricas do local como Bella Ciao, por exemplo. A dupla funcionalidade do espaço também inspirou o cineasta Marcelo Díaz, que filmou em 2006 o curta-metragem Oficina Perdiz, vencedor do Troféu Câmara Legislativa do DF.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Açougue cultural&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Mas não é só o Teatro Oficina Perdiz que mostra a consolidação do Distrito Federal como um dos grandes pólos de incentivo à arte do país. Atualmente, Brasília e o entorno contam com 19 centros culturais, 34 teatros e casas de espetáculos, 25 museus, 17 galerias, 14 cinemas e mais de 15 bibliotecas. Logo a lista será complementada com paradas culturais, pontos de ônibus com livros gratuitos à disposição dos passageiros. A iniciativa é da ONG Projetos Culturais T-Bone, filiada ao açougue de mesmo nome. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_D9U1xAbgMP0/R_Y3SzQ2ZxI/AAAAAAAADmM/QbeHtBN6zX4/s1600-h/Foto+3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5185392817101760274" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_D9U1xAbgMP0/R_Y3SzQ2ZxI/AAAAAAAADmM/QbeHtBN6zX4/s320/Foto+3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Dono e idealizador do T-Bone, primeiro açougue cultural do mundo, Luiz Amorim, coordena hoje mais de dez projetos de incentivo à leitura e às artes no Distrito Federal. Quando comprou o estabelecimento da 312 norte, em 1994, Amorim, apaixonado por literatura e filosofia, não hesitou em colocar uma prateleira com dez livros no canto da loja. Com as doações dos clientes, o acervo logo chegou a quase 10 mil volumes. Mas a vigilância sanitária achou anti-higiênico tantos livros próximos a carnes cruas e, por causa disso, interditou o local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_D9U1xAbgMP0/R_Y0pjQ2ZtI/AAAAAAAADls/oIADKzf7pes/s1600-h/Foto+3.jpg"&gt;&lt;/a&gt;Ao invés de desanimar do açougue cultural devido ao episódio, o dono do T-Bone resolveu ampliar a iniciativa. Em março de 2003, Amorim alugou duas lojas na 712/713 norte e criou a Organização Não-Governamental (ONG) Projetos Culturais T-Bone. Cheio de estantes, o espaço rapidamente passou a contabilizar mais de 20 mil livros, todos de acesso gratuito e sem burocracia para a comunidade. “O açougue traz alimento para o físico, mas são os livros que abastecem o espírito”, defende Amorim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ONG conta hoje com o trabalho de voluntários e, principalmente, parcerias com empresas privadas e instituições governamentais preocupadas com a comunidade. Os voluntários participam das iniciativas da ONG e atuam como contadores de histórias para crianças, por exemplo, no projeto Brincando com Arte, que incentiva a literatura infantil por meio de contos, músicas e atividades recreativas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem quiser também pode ajudar a ONG doando livros para a Biblioteca. Para ser melhor estruturada, a ONG passou a contratar funcionários para dedicação parcial e integral aos projetos. “No começo, quando a Biblioteca Comunitária foi fundada, muitos amigos se animaram com a idéia, mas logo foram se afastando porque não tinham tempo, tinham outros compromissos. Não dava para levar uma ONG com parcerias inseguras assim”, explica a assessora de comunicação do T-Bone Francisca Azevedo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Paradas Culturais&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Atualmente, a ONG tem projetos consolidados e de reconhecimento no DF, como a Parada Cultural, uma das iniciativas mais inovadoras do T-Bone. Os livros são colocados em pontos de ônibus da via W3 Norte, uma das principais de Brasília, e os passageiros podem pegar quantas obras quiserem. Cerca de 80 empréstimos são feitos por dia nas dez paradas da W3. As pessoas registram os livros que pegaram em um caderno, para o controle da ONG.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Brasileiro gosta de ler, mas não tem acesso ao livro. Prova disso é que, em dois meses de Parada Cultural, já foram três mil livros emprestados”, enumera Amorim. Sobre o risco de roubo de livros, já que as paradas funcionam 24 horas sem qualquer fiscalização, o dono do T-Bone não se preocupa. “Os usuários passam por lá todos os dias, então 80% do pessoal já se conhece e um explica ao outro como funciona. Não seria um projeto cultural e social se a gente já começasse pensando que iria dar errado. Além do que, as doações ainda são maiores que as perdas”, avalia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_D9U1xAbgMP0/R_Y1JDQ2ZuI/AAAAAAAADl0/AeRMcrQZKTg/s1600-h/Foto+4.JPG"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_D9U1xAbgMP0/R_Y3_TQ2ZyI/AAAAAAAADmU/mbW0_Nk3VeE/s1600-h/Foto+4.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5185393581605938978" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_D9U1xAbgMP0/R_Y3_TQ2ZyI/AAAAAAAADmU/mbW0_Nk3VeE/s320/Foto+4.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Usuário da parada da 712 norte, o vendedor Francinaldo de Castro Silva confessa que fica feliz em ver o ponto que freqüenta diariamente incrementado por livros. “É uma iniciativa muito legal, uma forma de levar a leitura às pessoas mais pobres e, claro, de fazer o ônibus chegar muito mais rápido”, brinca. Contagiado pelo projeto, ele já pensa em doar para a ONG as obras que guarda em casa. “Se na parada o livro leva conhecimento para mais pessoas, é bobeira deixá-lo encostado em casa”, argumenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ONG ainda tem várias outras iniciativas, como o projeto Encontro com Escritores, já em sua 18ª edição. O evento reúne autores nacionais e regionais para um bate-papo gratuito com a comunidade. Às quintas-feiras, cerca de duzentas pessoas se reúnem para o Amigos da Cultura, projeto de incentivo à arte, com misto de lançamento de livros, exposições, música e saraus. Para incentivar a inclusão social por meio da educação ambiental, o T-Bone realiza o Sede de Cultura, projeto que atende crianças entre 7 e 14 anos da Cidade Estrutural, região do entorno de Brasília.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2490608073115029396-4515241583734739681?l=ruminandocultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruminandocultura.blogspot.com/feeds/4515241583734739681/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2490608073115029396&amp;postID=4515241583734739681&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2490608073115029396/posts/default/4515241583734739681'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2490608073115029396/posts/default/4515241583734739681'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruminandocultura.blogspot.com/2008/04/aougue-e-oficina-so-locais-de-cultura.html' title='Açougue e oficina são cultura no DF'/><author><name>M.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06304935055194279379</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_D9U1xAbgMP0/R_Y2ezQ2ZvI/AAAAAAAADl8/3z__WJ0wBNE/s72-c/Foto+2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2490608073115029396.post-4756988094424585812</id><published>2008-03-28T18:33:00.000-07:00</published><updated>2008-11-12T23:18:40.163-08:00</updated><title type='text'>Teatro para todos os gostos</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_EooL9rtHmTY/R-2vHLmxxbI/AAAAAAAAAcI/BTXT_GElyUk/s1600-h/103_7101ok.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5182991284082689458" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 144px; CURSOR: hand; HEIGHT: 195px; TEXT-ALIGN: center" height="373" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_EooL9rtHmTY/R-2vHLmxxbI/AAAAAAAAAcI/BTXT_GElyUk/s400/103_7101ok.jpg" width="268" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Evelise Toporoski&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Do dia 20 a 30 de março Curitiba respira, vê e tropeça em teatro, na &lt;a href="http://www.festivaldecuritiba.com.br/ftc2008/index.asp"&gt;17ª edição do Festival de Curitiba&lt;/a&gt;. São mais de mil apresentações em lugares bem variados: no palco, calçada, rua, elevador, ou onde tiver um espaço para o público e o artista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bom é que tem peça para todos os bolsos, até mesmo os furados, com apresentações gratuitas ao ar livre e outras de R$5, R$10 até R$60 reais, com Paulo Goulart e Nicette Bruno, na comédia &lt;a href="http://www.festivaldecuritiba.com.br/ftc2008/programacao-do-festival-de-curitiba2.asp?id=6114"&gt;O Homem Inesperado&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os atores são como nós do ruminando cultura, cada um com um sotaque, de um canto do país. Tem gente de Trancoso (BA), Mossoró (RN), Arapiraca (AL), Rio de Janeiro (RJ) e até alguns importados, como os argentinos que apresentaram o "&lt;a href="http://www.festivaldecuritiba.com.br/ftc2008/busca-da-programacao-do-festival-de-curitiba.asp"&gt;Circo Delito&lt;/a&gt;" e os chilenos do "&lt;a href="http://www.festivaldecuritiba.com.br/ftc2008/busca-da-programacao-do-festival-de-curitiba.asp"&gt;Es que El Jote Deja Mancha&lt;/a&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O casal da foto é curitibano e trouxe à praça Osório o &lt;a href="http://www.festivaldecuritiba.com.br/ftc2008/busca-da-programacao-do-festival-de-curitiba.asp"&gt;Circo S/A&lt;/a&gt;. Palhaço Alípio e Sombrinha não passaram um minuto sem colocar sorriso em rostos carrancudos, tímidos e tristinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Programa aprovadíssimo para todos os gostos!&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2490608073115029396-4756988094424585812?l=ruminandocultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruminandocultura.blogspot.com/feeds/4756988094424585812/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2490608073115029396&amp;postID=4756988094424585812&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2490608073115029396/posts/default/4756988094424585812'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2490608073115029396/posts/default/4756988094424585812'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruminandocultura.blogspot.com/2008/03/teatro-para-todos-os-gostos.html' title='Teatro para todos os gostos'/><author><name>Evelise Toporoski</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10755766401010101362</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_EooL9rtHmTY/R5_Vag29ltI/AAAAAAAAAMI/hFKxQ3yZB0U/S220/DSC01210mod.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_EooL9rtHmTY/R-2vHLmxxbI/AAAAAAAAAcI/BTXT_GElyUk/s72-c/103_7101ok.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2490608073115029396.post-6039619847659784371</id><published>2008-03-16T18:40:00.000-07:00</published><updated>2008-03-16T18:43:48.802-07:00</updated><title type='text'>Futuros</title><content type='html'>Essa é uma reportagem que eu fiz para o Dia das Crianças. Na verdade ela encerrou uma série. Nessa, em específico, tentei colocar alguns temas polêmicos e que preocupam, ou não, o futuro da garotada.&lt;br /&gt;Tomei a liberdade de postar aqui. Espero que gostem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe allowtransparency="true" background-color="transparent"  marginwidth="0" marginheight="0" src="http://www.evoca.com/myrecordings/recBlogForIFrame.jsp?rid=146069&amp;teu=http://www.evoca.com/" frameborder="0" width="100" height="100" scrolling="no"&gt; &lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2490608073115029396-6039619847659784371?l=ruminandocultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruminandocultura.blogspot.com/feeds/6039619847659784371/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2490608073115029396&amp;postID=6039619847659784371&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2490608073115029396/posts/default/6039619847659784371'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2490608073115029396/posts/default/6039619847659784371'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruminandocultura.blogspot.com/2008/03/futuros.html' title='Futuros'/><author><name>Natália Pianegonda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17774442710682346979</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2490608073115029396.post-9044587152464324344</id><published>2008-03-07T21:00:00.000-08:00</published><updated>2008-03-09T14:08:57.212-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Trabalhos Itaú Cultural'/><title type='text'>Usina de Arte João Donato - Rio Branco - Acre</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="355"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/RfZ-sRxFjF0"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/RfZ-sRxFjF0" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2490608073115029396-9044587152464324344?l=ruminandocultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruminandocultura.blogspot.com/feeds/9044587152464324344/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2490608073115029396&amp;postID=9044587152464324344&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2490608073115029396/posts/default/9044587152464324344'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2490608073115029396/posts/default/9044587152464324344'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruminandocultura.blogspot.com/2008/03/usina-de-arte-joo-donato-rio-branco.html' title='Usina de Arte João Donato - Rio Branco - Acre'/><author><name>Lydia Minhoto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06510650975969872154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2490608073115029396.post-5445885774949409266</id><published>2008-02-16T09:30:00.000-08:00</published><updated>2008-02-16T17:10:11.416-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Trabalhos Itaú Cultural'/><title type='text'>30 anos sem Clarice Lispector</title><content type='html'>Mesmo após três décadas de sua morte, Clarice Lispector permanece única na literatura brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe allowtransparency="true" color="transparent" marginwidth="0" marginheight="0" src="http://www.evoca.com/myrecordings/recBlogForIFrame.jsp?rid=137976&amp;amp;teu=http://www.evoca.com/" frameborder="0" height="100" scrolling="no" width="100"&gt; &lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2490608073115029396-5445885774949409266?l=ruminandocultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruminandocultura.blogspot.com/feeds/5445885774949409266/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2490608073115029396&amp;postID=5445885774949409266&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2490608073115029396/posts/default/5445885774949409266'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2490608073115029396/posts/default/5445885774949409266'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruminandocultura.blogspot.com/2008/02/30-anos-sem-clarice-lispector.html' title='30 anos sem Clarice Lispector'/><author><name>Danielle Sibonis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16132530737098069042</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_6cNSGsC-mf4/R6DrhSwglrI/AAAAAAAAAAU/_g4IR8IOXUM/S220/C%C3%B3pia+de+dani+woolf.bmp'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2490608073115029396.post-919690221510138774</id><published>2008-02-15T13:41:00.000-08:00</published><updated>2008-11-12T23:18:40.619-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Trabalhos Itaú Cultural'/><title type='text'>Silvino Santos, o pioneiro esquecido</title><content type='html'>[Retratando a Amazônia com muita sensibilidade, Silvino Santos mostrou a Amazônia para o mundo.Hoje nem mesmo Manaus conhece quem foi o cineasta da Selva.]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Antonio Carlos Junior&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:14;" &gt;A&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;pós o declínio da borracha, Manaus era um misto de desânimo e descaso. Pouca coisa poderia resultar em alento para o p&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;ovo manauara, acostumado com o luxo, ostentação e a grandeza proporcionados pelo período áureo. Isso até que entra em cena um português, que adotou a Amazônia como sua pátria mãe. Através de su&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;a lente, Silvino Santos (1886-1970) retratou a cultura do povo do NORTE, suas peculiaridades e seu jeito de ser como se fosse nascido na região. Apesar da sua inegável contribuição, Silvino é desconhecido pelo povo que tanto dedicou atenção em seus filmes. Apenas estudiosos e pesquisadores em busca de uma identidade regional conhecem o seu trabalho reconhecido dentro e fora do Brasil.&lt;/span&gt;  &lt;/div&gt;&lt;h3 style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/h3&gt;&lt;h3&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;Biografia&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;!--[if gte vml 1]&gt;&lt;v:shapetype id="_x0000_t75" coordsize="21600,21600" spt="75" preferrelative="t" path="m@4@5l@4@11@9@11@9@5xe" filled="f" stroked="f"&gt;  &lt;v:stroke joinstyle="miter"&gt;  &lt;v:formulas&gt;   &lt;v:f eqn="if lineDrawn pixelLineWidth 0"&gt;   &lt;v:f eqn="sum @0 1 0"&gt;   &lt;v:f eqn="sum 0 0 @1"&gt;   &lt;v:f eqn="prod @2 1 2"&gt;   &lt;v:f eqn="prod @3 21600 pixelWidth"&gt;   &lt;v:f eqn="prod @3 21600 pixelHeight"&gt;   &lt;v:f eqn="sum @0 0 1"&gt;   &lt;v:f eqn="prod @6 1 2"&gt;   &lt;v:f eqn="prod @7 21600 pixelWidth"&gt;   &lt;v:f eqn="sum @8 21600 0"&gt;   &lt;v:f eqn="prod @7 21600 pixelHeight"&gt;   &lt;v:f eqn="sum @10 21600 0"&gt;  &lt;/v:formulas&gt;  &lt;v:path extrusionok="f" gradientshapeok="t" connecttype="rect"&gt;  &lt;o:lock ext="edit" aspectratio="t"&gt; &lt;/v:shapetype&gt;&lt;v:shape id="_x0000_s1030" type="#_x0000_t75" style="'position:absolute;"&gt;  &lt;v:imagedata src="file:///C:\Users\ANTONI~1\AppData\Local\Temp\msohtmlclip1\01\clip_image001.jpg" title="Silvino Santos jovem"&gt;  &lt;w:wrap type="square" anchorx="margin" anchory="margin"&gt; &lt;/v:shape&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !vml]--&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt; &lt;h3&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_DGQHQ2OLNpw/R7YRY4J8QvI/AAAAAAAAAVA/b3EszagygtA/s1600-h/Silvino+Santos+jovem.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 98px; height: 131px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_DGQHQ2OLNpw/R7YRY4J8QvI/AAAAAAAAAVA/b3EszagygtA/s320/Silvino+Santos+jovem.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5167336741542839026" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/h3&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Silvino Simões dos Santos Silva nasceu em Sernache do Bonjardim,peq&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;uena vila da Beira Baixa,Portugal, no dia 29 de Novembro de 1886.Seus pais,Antonio Simões dos Santos Silva e Júlia da Conceição Silva, era considerado um casal respeitado e de muitas posses. Ele foi professor primário,músico e um&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; próspero agricultor.Além disso, o irmão mais velho de Silvino,Carlos Santos, trabalhou no comércio e teve cargos importantes em Belém e Manaus.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;O que fez um garoto, aos 13 anos,cheio de regalias e sempre acompanhado de muitos séquitos parar no Brasil? A pesquisadora Selda Vale da Costa, autora do&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; Livro “Eldorado das ilusões – Cinema &amp;amp; Sociedade: Manaus&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; (1897-1935)”, relata o espírito de Aventura.Em seu livro comenta-se que o cineasta teve uma experiência mal sucedida no seminário em Sernache. Mandado pelo pai, Silvino foi para a cidade do Porto,onde trabalhou no comércio do tio, um rico comerciante de sedas. A experiência também não obteve bons resultados. Quando estava no Liceu, Silvino Santos leu uma matéria que chamou muito a sua atenção.Na revista “Selecta Portuguesa” tinha uma matéria sobre o Rio Amazonas. Após ler o texto ele convenceu o tio e o pai, vindo então &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;para o Brasil em Novembro de 1899 com uma família amiga. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;As múltiplas habilidades do cineasta da selva&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;Chegando no Brasil, Silvino Santos instalou-se em Belém (Pará). Trabalhou por Três ano&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;s na livraria do senhor Taveira Barbosa. Após adoecer, passa quatro meses no interior, acompa&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;nhando um primo, dono de um comércio. Começa sua paixão por imagens: aprende fotografia com uma máquina 13x18. Aprimorou suas técnicas com Leonel Rocha, fotógrafo e pintor. Contratado por Leonel, Silvino viaja para Iquitos, no Peru, onde passa dois meses. Volta a Portugal, onde passou um ano fotografando familiares, amigos e a região. Retorna ao Brasil , novamente para Belém, em 1903. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;Em 1910 instala-se definitivamente em Manaus. Um ano depois largou o emprego que tinha na loja do irmão Carlos e montou um estúdio, realizando trabalhos como fotógrafo e pintor.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;!--[if gte vml 1]&gt;&lt;v:shape id="_x0000_s1028" type="#_x0000_t75" style="'position:absolute;left:0;text-align:left;"&gt;  &lt;v:imagedata src="file:///C:\Users\ANTONI~1\AppData\Local\Temp\msohtmlclip1\01\clip_image003.jpg" title="Professor Narciso Lobo"&gt;  &lt;w:wrap type="square" anchorx="margin" anchory="margin"&gt; &lt;/v:shape&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !vml]--&gt;&lt;!--[endif]--&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;!--[if gte vml 1]&gt;&lt;v:shapetype id="_x0000_t75" coordsize="21600,21600" spt="75" preferrelative="t" path="m@4@5l@4@11@9@11@9@5xe" filled="f" stroked="f"&gt;  &lt;v:stroke joinstyle="miter"&gt;  &lt;v:formulas&gt;   &lt;v:f eqn="if lineDrawn pixelLineWidth 0"&gt;   &lt;v:f eqn="sum @0 1 0"&gt;   &lt;v:f eqn="sum 0 0 @1"&gt;   &lt;v:f eqn="prod @2 1 2"&gt;   &lt;v:f eqn="prod @3 21600 pixelWidth"&gt;   &lt;v:f eqn="prod @3 21600 pixelHeight"&gt;   &lt;v:f eqn="sum @0 0 1"&gt;   &lt;v:f eqn="prod @6 1 2"&gt;   &lt;v:f eqn="prod @7 21600 pixelWidth"&gt;   &lt;v:f eqn="sum @8 21600 0"&gt;   &lt;v:f eqn="prod @7 21600 pixelHeight"&gt;   &lt;v:f eqn="sum @10 21600 0"&gt;  &lt;/v:formulas&gt;  &lt;v:path extrusionok="f" gradientshapeok="t" connecttype="rect"&gt;  &lt;o:lock ext="edit" aspectratio="t"&gt; &lt;/v:shapetype&gt;&lt;v:shape id="_x0000_s1026" type="#_x0000_t75" style="'position:absolute;"&gt;  &lt;v:imagedata src="file:///C:\Users\ANTONI~1\AppData\Local\Temp\msohtmlclip1\01\clip_image001.jpg" title="Professor Narciso Lobo"&gt;  &lt;w:wrap type="square" anchorx="margin" anchory="margin"&gt; &lt;/v:shape&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !vml]--&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;Acervo&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if gte vml 1]&gt;&lt;v:shapetype id="_x0000_t202" coordsize="21600,21600" spt="202" path="m,l,21600r21600,l21600,xe"&gt;  &lt;v:stroke joinstyle="miter"&gt;  &lt;v:path gradientshapeok="t" connecttype="rect"&gt; &lt;/v:shapetype&gt;&lt;v:shape id="_x0000_s1026" type="#_x0000_t202" style="'position:absolute;" stroked="f"&gt;  &lt;v:textbox style="'mso-next-textbox:#_x0000_s1026'" inset="0,0,0,0"&gt;   &lt;![if !mso]&gt;   &lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" width="100%"&gt;    &lt;tr&gt;     &lt;td&gt;&lt;![endif]&gt;     &lt;div&gt;     &lt;p class="MsoCaption" align="center" style="'text-align:center'"&gt;&lt;span style="'mso-no-proof:yes'"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;/div&gt;     &lt;![if !mso]&gt;&lt;/td&gt;    &lt;/tr&gt;   &lt;/table&gt;   &lt;![endif]&gt;&lt;/v:textbox&gt;  &lt;w:wrap type="square"&gt; &lt;/v:shape&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !vml]--&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style=""&gt;       &lt;/span&gt;Ao todo foram 8 documentários de longa metragem, 5 de média e 83 curtas. Entre eles estão alguns caseiros e outros quando esteve em Portugal. Para o pesquisador e professor Narciso Lobo, da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;os filmes de Silvino eram de linguage&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_DGQHQ2OLNpw/R7YWooJ8QwI/AAAAAAAAAVI/LiFBSFWF3dk/s1600-h/Professor+Narciso+Lobo.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 99px; height: 112px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_DGQHQ2OLNpw/R7YWooJ8QwI/AAAAAAAAAVI/LiFBSFWF3dk/s320/Professor+Narciso+Lobo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5167342509683917570" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=""&gt;m básica&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; e de boa qualidade técnica. &lt;i style=""&gt;“Silvino teve a oportunidade de viajar até a frança, onde foi possível o contato com os equipamentos &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;i style=""&gt;e tecnologias mais modernos na época&lt;/i&gt;”, comenta. Narciso é autor do livro “No rastro de Silvino Santos”, junto a Selda Vale. Para o pesquisador, Silvino foi de grande importância para o cinema, mas faltou um senso crítico em seus filmes.”&lt;i style=""&gt;O acervo dele compõe a visão da Amazônia, com suas belezas e costumes, mas sem nenhum senso crítico sobre a mesma&lt;/i&gt;. ”, complementa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Para a produção, o cineasta contou com ajuda financeira para executá-los. Em 1917, o então Governador do Amazonas, Pedro Bacellar, tinha a intenção de levar a região para o mundo. Naquele exato momento, Manaus já sofria com o declínio da borracha. Surge então a Amazônia Cine-filme, uma união de governo e alguns empresários. Silvino foi contratado e teve acesso aos melhores equipamentos. Ao todo foram 12 documentários e o primeiro grande trabalho: Amazonas, o maior rio do mundo. Sugerido por um dos acionistas, Coronel Avelino, Silvino Santos passou três anos filmando. Persuadido, o Coronel entrega os negativos do filme para o noivo da filha, professor Propércio Saraiva, levando-os &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;para revelar em Londres. Tempos mais tarde descobriu-se que o filme foi vendido para uma empresa de turismo. A Amazônia Cine-filme entra em bancarrota e Silvino perde o emprego.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_DGQHQ2OLNpw/R7YZTYJ8QxI/AAAAAAAAAVQ/i_2NEjAidMY/s1600-h/J.G.+Ara%C3%BAjo.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 89px; height: 97px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_DGQHQ2OLNpw/R7YZTYJ8QxI/AAAAAAAAAVQ/i_2NEjAidMY/s320/J.G.+Ara%C3%BAjo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5167345443146580754" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=""&gt;Surge então a figura do maior patrocinador da carreira do cineasta: Joaquim Gonçalves de Araújo, O J.G. Na época, J.G. era o nome mais poderoso em Manaus, visto que diversificou seus negócios além da borracha, o que garantiu sustentabilidade quando a crise chegou. Mais uma vez com acesso ao melhor, Silvino pode fazer o tra&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;balho mais conhecido: “&lt;i style=""&gt;No paiz das Amazonas&lt;/i&gt;”, seguido de “&lt;i style=""&gt;No rastro do Eldorado” &lt;/i&gt;e “Terra encantada”. Além dos trabalhos no Brasil, foram feitos 35 documentários em Portugal.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;No Paiz das Amazonas – o fenômeno&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;Entre 1920 e 1922, Silvino Santos filmou o Amazonas e parte de Rondônia e Roraima. A intenção de J.G. era “vender o estado” para o mundo, começando pela exposição de centenário da Independência, no Rio de Janeiro, em 1922/1923. O filme teve circulação nacional e internacional entre 1922 a 1930, percorrendo a Europa e Estados Unidos. Sempre com muita repercussão, os cinemas ficavam lotados. Existem dois fatores que podem explicar o sucesso: o primeiro por ser de longa metragem (muito raro até então!) e o outro porque teve permanência longa em exibições. Os filmes naquela época não duravam mais do que dois ou três dias. Em Manaus ocorreu uma transformação: a cidade sem vida transformou-se na Manaus com seus cinemas com todos os lugares ocupados. O sudeste brasileiro&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;reverenciou a obra, tanto que na Semana de Arte Moderna, em 1922, o filme foi considerado um orgulho nacional.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;A influência do pioneiro&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;Na década de 1960, alguns estudantes e intelectuais, apaixonados por cinema, criaram um grupo de estudos chamados GEC (Grupo de Estudos Cinematográficos). Muitos deles tornaram-se pessoas destacadas na sociedade Manauara. Entre eles estava o escritor Marcio Souza, autor do livro MAD MARIA (que virou minissérie da Globo). Em 1969, O GEC organizou o primeiro festival Norte de Cinema Brasileiro. Como homenagem especial foi dedicado um prêmio para Silvino Santos. O radialista, crítico de cinema e jornalista Joaquim Marinho, um dos ex-participantes do Grupo, lembra como descobriram a obra de Silvino.” Em 1968, &lt;i style=""&gt;estávamos na casa de um dos integrantes do GEC,Cosme Alves Neto, e discutíamos a respeito do festival quando o pai de Cosme, encostado na Janela, sugeriu o nome de Silvino. Saímos em&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;busca do paradeiro de Silvino.Descobrimos que ele estava morando&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;numa casa muito simples do J.G. Araújo. Chegando lá, Silvino estava sem camisa e recepcionou com muita boa vontade. Ele cedeu seus filmes para nossa cinemática e perguntou com o sotaque de português: O que os garotos querem saber de cinema&lt;/i&gt;?”, lembra Marinho.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;Joaquim Marinho recorda outro momento em que Silvino Santos subiu ao palco para ser premiado: “&lt;i style=""&gt;Ele fez um discurso totalmente anti-americano.Disse que os Estados Unidos dominava o Cinema e não deixava ninguém fazer. Ele esculhambou pra valer&lt;/i&gt;!” – Brinca o jornalista.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;Daí em diante sucederam-se algumas obras sobre Silvino Santos: Marcio Souza escreveu um livro,Roberto Kahané; outro ex-integrante do GEC, fez um filme: Silvino – o fim de um pioneiro. Joaquim Marinho criou e participou de algumas obras de seus amigos: foi locutor do filme de Kahané e&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;idealizador de um selo comemorativo a Silvino no final dos anos 80 .Além desses também seria mais uma vez locutor de um filme de J.Borges (Cineasta Paulista que morava em Manaus) ainda inédito.”&lt;i style=""&gt;Eu me comprometi a fazer o filme e nunca consegui realizar. O filme está até hoje mudo&lt;/i&gt;”, confessa. Em 1997, Aurelio Michiles produziu o filme Silvino Santos – O cineasta da Selva, com a participação de José de Abreu.Também participam Joaquim Marinho, Marcio Souza e Domingos Demasi, outro nome do GEC.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;O fim de uma era&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Silvino morreu pobre em 1970.Com exceção do GEC, apenas Aurelio Michiles lembrou dele no cinema. Para o professor Narciso Lobo o tempo foi o fator determinante: “ &lt;i style=""&gt;Silvino Santos sofreu um isolamento do tempo. Isso é uma característica do Cinema na região. Vem alguém, produz alguma coisa e cessa. Muito tempo depois vem outro e começa todo o processo do zero novamente&lt;/i&gt;”- Afirma Lobo. Para Joaquim marinho o cineasta sofreu o esquecimento recorrente com a maioria dos artistas no Brasil. “&lt;i style=""&gt;Tem gente que não sabe quem é Jorge Amado ou Gabriel Garcia Marquez. O Marcio Souza é um cara super intelectualizado, já fez uns trinta ou quarenta livros e só foi conhecido por causa da Rede Globo&lt;/i&gt;”, afirma categoricamente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;Seja pelo fator tempo ou simples descaso cultural a verdade é uma só: Silvino Santos é mais um integrante do hall dos injustiçados. Sua obra ainda&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;é tão misteriosa quanto os segredos da região que tanto amou e registrou em sua câmera.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;Saiba mais sobre Silvino Santos:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 38.25pt; text-align: justify; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-family:Symbol;"&gt;&lt;span style=""&gt;·&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:7;"  &gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;O Eldorado das Ilusões. Cinema &amp;amp; Sociedade: Manaus (1897-1935) – Selda Vale da Costa. Manaus.Editora da Universidade do Amazonas,1996.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 38.25pt; text-align: justify; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-family:Symbol;"&gt;&lt;span style=""&gt;·&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:7;"  &gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;No rastro de Silvino Santos: Selda vale da Costa e Narciso Lobo. Manaus: Superintendência Cultural do Amazonas.1987. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 38.25pt; text-align: justify; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-family:Symbol;"&gt;&lt;span style=""&gt;·&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:7;"  &gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;A Tônica da Descontinuidade,(Cinema e política em Manaus na década de 60) – Narciso Julio Freire lobo.Manaus:UA,1994.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 38.25pt; text-align: justify; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-family:Symbol;"&gt;&lt;span style=""&gt;·&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:7;"  &gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;Silvino Santos – O Cineasta da Selva, De Aurelio Michiles.Com José de Abreu. Vencedor do prêmio de melhor longa estreante no festival de Brasília, em 1997.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2490608073115029396-919690221510138774?l=ruminandocultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruminandocultura.blogspot.com/feeds/919690221510138774/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2490608073115029396&amp;postID=919690221510138774&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2490608073115029396/posts/default/919690221510138774'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2490608073115029396/posts/default/919690221510138774'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruminandocultura.blogspot.com/2008/02/silvino-santos-o-pioneiro-esquecido.html' title='Silvino Santos, o pioneiro esquecido'/><author><name>Salada Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16284596837433556486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_DGQHQ2OLNpw/TH_n9uvgWjI/AAAAAAAAAqw/Yh7w1Sqonsk/S220/IMG_9545.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_DGQHQ2OLNpw/R7YRY4J8QvI/AAAAAAAAAVA/b3EszagygtA/s72-c/Silvino+Santos+jovem.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2490608073115029396.post-2045727250103223210</id><published>2008-02-06T08:14:00.000-08:00</published><updated>2008-02-15T17:42:37.150-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Trabalhos Itaú Cultural'/><title type='text'>A arte invade a rede</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A web transforma-se em palco para novas experimentações artísticas&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Taynée Mendes&lt;/span&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;Você já visitou uma galeria virtual? Caso espere encontrar fotografias de obras artísticas, assim como a foto da famosa Mona Lisa disponibilizada no site do Museu do Louvre, sairá decepcionado. Diferentemente do que muitos acreditam, o termo “galerias virtuais” abrange obras que levam em consideração a linguagem da internet na composição artística: a chamada &lt;i style=""&gt;web-arte&lt;/i&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;Proporcionando um novo espaço sensorial e dinâmico, a &lt;i style=""&gt;web-arte&lt;/i&gt; utiliza a rede como forma de expressão, explorando sua linguagem e todas as suas vantagens. Aliás, vários conceitos pairam sob a &lt;i style=""&gt;web-arte&lt;/i&gt;, também denominada arte &lt;i style=""&gt;online&lt;/i&gt; ou &lt;i style=""&gt;net&lt;/i&gt; arte. Pode-se dizer que a diferença está nos protocolos utilizados; a net-arte engloba usos artísticos de todos os protocolos da internet (&lt;i style=""&gt;http&lt;/i&gt;, &lt;i style=""&gt;ftp&lt;/i&gt;, &lt;i style=""&gt;e-mail&lt;/i&gt;, &lt;i style=""&gt;MUDs&lt;/i&gt;, espaço virtual em 3D), a &lt;i style=""&gt;web-art&lt;/i&gt; refere-se a abrangência da rede &lt;i style=""&gt;WWW&lt;/i&gt; (&lt;i style=""&gt;World Wide Web&lt;/i&gt;), a parte da internet que conheceu mais forte progressão nos últimos anos.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Andreas Brogger, &lt;span style=""&gt;editor de arte da revista dinamarquesa &lt;i style=""&gt;Hvedekorn&lt;/i&gt;, defende que net-arte é um tipo de arte que “não pode ser experimentada em outro meio que não seja a própria rede”, ou seja, estar conectado é um critério definitivo, pois o projeto artístico “deve se transformar em função de sua presença na internet”. Embora haja diversas teorias e discussões sobre uma denominação exata desse tipo de arte, tentar definir o que é um site de &lt;i style=""&gt;web-arte&lt;/i&gt; vai muito além desses conceitos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;Grosso modo, o que diferencia um site de &lt;i style=""&gt;web-arte&lt;/i&gt; dos demais é a sua proposta. Imagine que site comum ofereça uma gama de serviços comerciais, por exemplo. Um site de &lt;i style=""&gt;web-arte&lt;/i&gt; disponibilizará um canal de experiências visuais, sonoras, temporais, priorizando a interação com o visitante. Uma obra de arte para a &lt;i style=""&gt;web&lt;/i&gt; visa a estabelecer relações com a sensibilidade do internauta, tornando a navegação – geralmente um ato banal ­– uma experiência única.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;Obras de &lt;i style=""&gt;web-arte&lt;/i&gt; buscam resultados subjetivos, os quais são produzidos a partir do repertório visual do receptor. Assim, a leitura de típicos trabalhos de &lt;i style=""&gt;web-arte&lt;/i&gt; que aproveitam elementos do universo computacional (barras de navegação, botões padrão, mensagens de alerta) passa a depender do conhecimento dessas informações por parte do visitante.&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;O &lt;i style=""&gt;web-artista&lt;/i&gt; Lucas Bambozzi colecionou o lixo eletrônico que recebeu sob formas de SPAMs – mensagens não solicitadas – e, com isso, discute questões relacionadas aos espaços público e privado na rede. Quem não souber o que é SPAM, provavelmente não terá uma boa apreciação da obra. Este trabalho foi participante do núcleo Net Arte Brasil, na XXVª Bienal de São Paulo e pode ser visto em &lt;a href="http://www.blogger.com/www.comum.com/diphusa/meta" target="_blank"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;color:#000000;" &gt;www.comum.com/diphusa/meta&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:10;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;A arte que não é arte&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;O termo “arte” é muito difundido na rede, e isso, com freqüência, gera apropriações erradas. Confunde-se esse tipo de expressão artística com a versão aplicada da arte na &lt;i style=""&gt;web&lt;/i&gt;: o &lt;i style=""&gt;webdesign&lt;/i&gt;. Enquanto designers se esforçam por criar um aspecto cada vez mais autoral na confecção de sites com intuito comercial, os artistas da rede, por sua vez, buscam nas soluções do &lt;i&gt;design&lt;/i&gt; elementos adequados para viabilizar seus trabalhos artísticos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;Para muitos, entretanto, não há fronteiras sólidas entre &lt;i&gt;webdesign&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;web-arte&lt;/i&gt;. A partir do impressionante domínio de sofisticadas técnicas de criação e animação, muitos sites acabam recebendo o equivocado status de arte. Em contrapartida, vários artistas da rede também realizam trabalhos de &lt;i&gt;webdesign&lt;/i&gt;. No Brasil, o artista multimídia Rui Amaral pode ser considerado um exemplo desse caso: em sua página pessoal possui tanto trabalhos de &lt;i&gt;web-arte&lt;/i&gt; – destituídos de qualquer propósito, a não ser o artístico – quanto criações de sites que realiza com fins comerciais.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;–Trabalhar com &lt;i style=""&gt;webdesign&lt;/i&gt; pressupõe uma funcionalidade comercial, geralmente limitada a uma empresa ou instituição. Em &lt;i style=""&gt;web-arte&lt;/i&gt;, embora os recursos técnicos utilizados sejam os mesmos, a liberdade de criação é muito maior, porque envolve pensamento como toda obra de arte – esclarece Rui Amaral, um dos precursores da &lt;i style=""&gt;web-arte&lt;/i&gt; no Brasil.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Sonho antigo&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;A idéia de uma sinergia entre arte e comunicação é sonho antigo dos artistas. É inclusive anterior ao advento da internet. Num momento em que se começou a valorizar a comunicação, a arte postal (ou &lt;i style=""&gt;mail art&lt;/i&gt;) tornou-se o primeiro movimento da história da arte a ser verdadeiramente transnacional. Estabelecida em 1963, por Ray Johnson, a arte postal reuniu artistas de diferentes nacionalidades e posições ideológicas a fim de experimentar novas possibilidades tecnológicas, intercambiando “trabalhos” numa rede livre e paralela ao mercado “oficial” da arte. Por isso ela é certamente uma das primeiras manifestações artísticas a tratar a comunicação “em rede” como objeto.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;Com o desenvolvimento das recentes interfaces eletroeletrônico&lt;span class="msoIns"&gt;&lt;ins cite="mailto:Carolina" datetime="2007-07-18T12:23"&gt;-&lt;/ins&gt;&lt;/span&gt;informáticas nos anos &lt;st1:metricconverter productid="1970, a" st="on"&gt;1970, a&lt;/st1:metricconverter&gt; vontade dos artistas de utilizar meios e procedimentos instantâneos de comunicação em seus trabalhos também floresceu. Nesse período, vários artistas perceberam que a idéia de ubiqüidade da arte estava calcada na relação entre a arte e as telecomunicações, com a criação de projetos de ordem global. Experiências nesse campo se proliferaram, utilizando satélites, SSTV, redes de computadores pessoais, telefone, fax e outras formas de distribuição por meio das telecomunicações e da eletrônica.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;A década de 1980 foi o período em que a &lt;i style=""&gt;net&lt;/i&gt; arte começou a tomar corpo. Ainda nesse ano, Roy Ascott deu início ao primeiro projeto de arte internacional de &lt;i style=""&gt;computer conferencing&lt;/i&gt; (sistema de comunicação via rede de computador que permite ler e responder mensagens dos participantes em fórum eletrônico público), entre o Reino Unido e os Estados Unidos, intitulado &lt;i style=""&gt;Terminal Consciousness&lt;/i&gt;. Para realizar tal empreitada, contou com o uso da rede &lt;i style=""&gt;Planet&lt;/i&gt;, da sociedade &lt;i style=""&gt;Infomedia&lt;/i&gt;. Por isso, além de teórico e artista, Roy Ascott é considerado um dos pais da arte &lt;i style=""&gt;telemática&lt;/i&gt;, expressão que une telecomunicações e informática.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;O diferencial da arte na rede&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;Grande parte dos eventos em arte e telecomunicações utilizando o computador ou outros meios anteriores à internet acontecia a partir de redes efêmeras. Os artistas se reuniam em um local estabelecido, com os meios disponibilizados exclusivamente para fins específicos de determinada obra. Uma vez transcorrido o evento, a “rede” e o “grupo de participantes” deixavam de existir. O mesmo não ocorre com a internet. A partir deste advento, surge a possibilidade de se ter “espaços de interação permanentes”, para usar as palavras de Gilbertto Prado. Além de seu caráter inerentemente interativo, a internet ainda torna disponíveis os sites para o acesso de um público muito mais amplo do que o restrito universo artístico.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;Falar em obras para a rede significa que o artista se utilizará dela como suporte, incorporando vários fatores inerentes ao meio na construção de sua poética. Características como hipertextualidade, instantaneidade e interatividade são somadas às obras num campo imaterial, e passam a ter alcance mundial e reprodutibilidade infinita. Qualquer criação, artística ou não, estará sujeita a estes elementos, inerentes à internet. A &lt;i style=""&gt;web-arte&lt;/i&gt;, em particular, poderá utilizar esses elementos de forma a centrar sua produção artística.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;Entendendo a rede&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;Não se pode falar em &lt;i style=""&gt;web-arte&lt;/i&gt;, sem entender o contexto em que ela está inserida. A esse propósito se deve a pesquisa “&lt;span style=""&gt;Redes Eletrônicas, Arte e Tecnologia: novos modelos teóricos”, sob coordenação da pesquisadora Ivana Bentes, atual diretora da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Professora doutora em Comunicação, Ivana Bentes, apesar de ter iniciado sua pesquisa em setembro de 2000, considera o assunto bastante atual: “&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Vivemos em um tempo, em que a comunicação se expande em todo mundo; câmeras digitais são barateadas, telefones celulares são popularizados, a internet passa ser uma das principais fontes de informação e entretenimento da população. Dessa forma, todo o aparato tecnológico, que utilizamos costumeiramente para se comunicar, gera propostas novas no campo artístico”&lt;/span&gt;.&lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;Como surgiu o interesse em pesquisar &lt;i style=""&gt;web-arte&lt;/i&gt;?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;O projeto surgiu de uma monografia de final de curso, dentro da minha pesquisa ampla que estuda a mídia-arte, a qual tenta entender a questão das tecnologias de comunicação no campo específico da arte. A proposta inicial é que os meios de comunicação sejam o material do artista. Não é a pintura, a escultura, nem os meios tradicionais, mas a própria tecnologia serve de inspiração para produção de “obras tecnológicas”. Na realidade, os “meios” de comunicação deixam de ser “meios” e se tornam a própria forma de expressão. O meio vira a obra. No caso da web-arte o meio em questão é a rede WWW.&lt;/i&gt; &lt;i style=""&gt;Eu, que sempre trabalhei com estética no audiovisual, tive a curiosidade em pesquisar essas novas formas estéticas nesse outro espaço, o da internet.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;Quem produz a &lt;i style=""&gt;web-arte&lt;/i&gt;?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;Na web-arte, questiona-se o conceito de autoria. Como as pessoas que produzem para a internet se definem? Elas são designers, ativistas políticos, programadores, performers. Essas novas formas de expressão colocam em cheque a idéia de obra de arte tradicional. Por isso, questionamentos como “onde está a arte” ou “quem a produz” são difíceis de responder.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;Como a web-arte está sendo encarada no circuito de arte contemporânea?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;A web-arte ainda vive uma crise de legitimação, por ser uma arte emergente. São poucas as obras de web-arte em grandes exposições de arte contemporânea. No Brasil, a web-arte se insere no contexto em que arte e tecnologia se conjugam. &lt;st1:personname productid="Em S￣o Paulo" st="on"&gt;Em  São Paulo&lt;/st1:personname&gt;, o Itaú Cultural representa bem essa vertente, já no Rio de Janeiro temos o Festival Internacional de Linguagem Eletrônica (FILE) e o Centro Cultural OI Futuro. Esses centros culturais ainda estão se preparando para exibir a web-arte, para entendê-la. O campo da web-arte está em constante mutação – já temos algumas obras feitas e pensadas para a plataforma 3D do Second Life –, por isso restam algumas questões. É arte? Não é arte? Vai acabar em um museu ou não vai? A web-arte é uma obra híbrida nesse sentido&lt;/i&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;Referências:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;PRADO, Gilbertto. “Arte Telemática: dois intercâmbios pontuais aos ambientes virtuais multiusuário”, Itaú Cultural, 2003&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.pacc.ufrj.br/"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;color:#000000;" &gt;http://www.pacc.ufrj.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.fabiofon.com/webartenobrasil"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;color:#000000;" &gt;http://www.fabiofon.com/webartenobrasil&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:10;"  &gt;&lt;a href="http://www.comum.com/diphusa/meta" target="_blank"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;color:#000000;" &gt;http://www.comum.com/diphusa/meta&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.artbr.com.br/"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;color:#000000;" &gt;http://www.artbr.com.br/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2490608073115029396-2045727250103223210?l=ruminandocultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruminandocultura.blogspot.com/feeds/2045727250103223210/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2490608073115029396&amp;postID=2045727250103223210&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2490608073115029396/posts/default/2045727250103223210'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2490608073115029396/posts/default/2045727250103223210'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruminandocultura.blogspot.com/2008/02/arte-invade-rede.html' title='A arte invade a rede'/><author><name>Taynée Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08029720824370242250</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/__akBJ2R_5QQ/TRkIBzJ6jfI/AAAAAAAAE_0/bcgh2M0-O5U/S220/ro5.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2490608073115029396.post-3899031829213833950</id><published>2008-02-04T07:56:00.000-08:00</published><updated>2008-02-15T17:42:01.234-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Trabalhos Itaú Cultural'/><title type='text'>O Reino Encantado de Rouxinol e Araçari</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;&lt;strong&gt;O reino encantado de Rouxinol e Araçari&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Há muito o sol está no alto, imponente. Há muito também os 3059 habitantes da pequena cidade de &lt;strong&gt;Sul Brasil&lt;/strong&gt;, Oeste catarinense, já cumprem a rotina do dia santo. Já foram ao culto, as mulheres já organizaram a casa, os homens já cortaram a lenha e as visitas já chegaram. Na casa de Leocádia Marmitt, uma fumacinha invade o ambiente e o cheiro de tempero denuncia que terá churrasco no cardápio, como não podia deixar de ser, “afinal é domingo”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A varanda da casa desta mulher de 53 anos, olhos verdes que parecem esmeraldas submersas nas bochechas fofas, é pequena para receber as duas filhas, os genros, os três netos e as constantes visitas. A conversa, entre um chimarrão e outro, corre animada, enquanto no pátio as crianças brincam, os casacos já jogados na calçada, o suor escorrendo na face e nas costas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;De repente, a prosa silencia, o pega-pega das crianças é interrompido e todos ficam atentos à voz que vem do velho radinho de pilha. “Este é o programa Som da Viola, com Rouxinol e Araçari”. A dupla dá boa tarde aos ouvintes, num português despreocupado com a norma culta, mas que os ouvintes entendem bem. Começa então o primeiro som da viola e logo também do violão, até que as vozes se unem ao som e a letra inicia. &lt;strong&gt;“Eu nasci num recanto feliz, bem distante da povoação...”.  &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Se faltar sal e for necessário emprestar no vizinho, não precisa ser depois do programa, pois em qualquer lugar da cidade durante 45 minutos se pode ouvir as músicas, como trilha sonora coletiva dos domingos ao meio-dia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No estúdio, a alguns quilômetros dali, a atenção é dividida entre o microfone e 15 cordas. As cinco cordas do violão se movem, conforme os dedos compridos de Araçari as tocam. Na viola, é impossível acompanhar as dez cordas, as mãos de Rouxinol a se moverem, ágeis. Ambos desde sempre sem nenhuma partitura. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os olhos fechados, a expressão concentrada, os lábios pronunciando as palavras ouvidas pela família de Leocádia e grande parte da população da cidade e de lugarzinhos do alcance da rádio. As veias do pescoço saltam, descansam alguns segundos, enquanto a viola tem o momento de glória, na famosa “gaivota”, e após continua, os estrofes conhecidos: &lt;strong&gt;“No quintal tinha um forno de lenha e um pomar onde as aves cantavam, um coberto pra guardar o pilão e as traias que papai usava...”. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Depois da música, Araçari lê a primeira carta. Na casa todos se agitam. “Queremos pedir a música ‘Panela Velha’, do Sérgio Reis, e oferecer para Adão Marmitt, que hoje colhe mais uma rosa no jardim de sua vida. Quem homenageia é a esposa, Leocádia, e toda a família”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;As palavras são simples, quase sempre as mesmas. Só muda a música pedida. Contudo, o efeito que causa em cada família que ouve o nome é a mesma de um fã que recebe um autógrafo do ídolo. A comunicação entre a comunidade e o programa é geralmente feita por cartas. Mais de vinte por programa, todas lidas. Poucos usam o telefone, que é só para casos urgentes. A internet ainda é benefício de poucas famílias. Cerca de 70% da população nunca mexeu num computador.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Há 33 anos anos, primeiro como Dirceu e Adão e há poucos anos como os pássaros que um dia caçaram, eles são figuras conhecidas pelas redondezas. Quando há aniversário, almoço ou festa são eles que embalam a comemoração. Foi assim que ganharam visibilidade até serem ouvidos pelo diretor da Rádio Centro Oeste, da cidade vizinha, Pinhalzinho (SC), isto já há dez anos. “&lt;strong&gt;Às vezes, quando vamos pra ‘cidade’, as pessoas param e pedem ‘cadê a viola?’. A maioria não conhecemos. Eles ouvem a rádio e conhecem pela voz”.&lt;/strong&gt;                &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No repertório estão modas de viola que ouviam reunidos ao redor do rádio, iluminados por um lampião, e que os acompanharam por toda a vida. Tonico e Tinoco, Lourenço e Lourival, Zezinho e Limeira e mais uma dezena de nomes servem de inspiração. As músicas cantadas com a mesma paixão. &lt;strong&gt;“A maioria é pra matar a saudade do caboclo. Quem canta lembra do passado, do que viveu. Quem ouve lembra também, sentindo falta”.   &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A moda de viola é uma modalidade da música caipira, destacando-se de outras pela estrutura, que inclui solos de viola, versos longos e letras que contam fatos históricos ou acontecimentos marcantes. Amplamente difundida nas décadas de 50 e 60 por compositores como Teddy Vieira e Lourival dos Santos, foi ela que deu origem à música sertaneja raiz, ao sertanejo atual, entre outros estilos. &lt;strong&gt;“Na década de 80 surgiu o sertanejo moderno, com Chitãozinho e Xororó, Leandro e Leonardo. A moda de viola quase desapareceu. Mas as pessoas que gostavam lutaram pra ela voltar. Depois de 2000, quando o cantor Daniel gravou, as modas voltaram a fazer sucesso.”&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;&lt;br /&gt;O recanto feliz&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A vida na pequena cidade, cuja rua principal foi recém coberta por asfalto, inclui churrasco e bom chimarrão, a velha panela de ferro, a que faz comida boa, galinhas soltas no terreiro, carroças como meio de transporte e a música sertaneja raiz, com as modas de viola confundindo-se com as histórias vividas por muitos deles, adultos e jovens. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Rouxinol é Adão de Lima, um caboclo de 53 anos, pouco mais que 1m70, traços originários inconfundíveis, um bigode que dá a seu rosto um ar sério, uma expressão tímida, de quem canta mais do que fala. Durante a semana ele empunha a pá de pedreiro e ajuda a edificar a cidade, construir o espaço que irá abrigar as futuras gerações, daqueles poucos que não vão pra “cidade grande”. À noite ele segura pequenas mãos e dedilha com elas as primeiras notas, com a calma de um pássaro pousado sobre um galho, ajeitando os gravetos para abrigar o ninho. Assim também constrói um legado, como forma de não deixar que a música que canta pare de encantar. No fim de semana, ele sai dos andaimes, seu palco diário, e assume seu lugar atrás da viola, que junto com a pá é a ferramenta mais preciosa. A primeira lhe dá o sustento material, a outra o espiritual, seja imprimindo ritmo às canções do culto dominical ou ao lado de Araçari. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Aprendeu a tocar sozinho. Na época tinha uma dúzia de dedos preenchidos por anos vividos. O pai afinava violões para os amigos, mas não sabia mais do que uma ou duas notas. Primeiro treinava nos violões que o pai afinava. Depois comprou um violão, onde começou a arranhar as primeiras canções, conforme ouvia nas gravações da rádio. &lt;strong&gt;“Às vezes pegava um pedaço e demorava seis meses pra ouvir de novo a música. Nem toca-fitas existia. Não era fácil, tinha que teimar muito pra aprender”.  &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Dirceu Valentini é Araçari. Um ano mais novo, havia ganhado um violão do pai, Guerino, e a vontade de tocar se unia à frustração de não haver ninguém para ensiná-lo. Procurou um senhor que sabia algumas notas e recebeu uma triste resposta. &lt;strong&gt;“Ele disse que eu nunca ia aprender tocar, que o único que sabia de verdade era um tal de Adão, que tocava que nem os de ‘São Paulo’ – se referindo aos tocadores famosos”. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Na mesma semana uma casinha começou a ser construída a poucos metros da casa da família Valentini. Era a família Lima que estava se mudando. “Acho que era pra ser assim. Procurei o Adão logo pra ele me ajudar”. E das cordas do violão nasceu uma amizade que dura até hoje. Com a mesma paciência que hoje ensina às crianças, Adão segurava as mãos de Dirceu e ensinava o que pouco antes havia aprendido. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Noite após noite os dois se reuniam para tocar e cantar – embora nenhum soubesse direito o que era partitura, nem nota musical.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt; “A gente aprendeu muito, mas não sabemos nada. Três décadas depois ainda enrosco os dedos nas cordas”,&lt;/strong&gt; afirma, rindo, Dirceu, uma antítese em relação a Adão. É um italiano alto, também de traços originários marcantes, que faz jus ao apelido que recebeu logo que começou a cantar: Sérgio Reis. E nem precisa estar de chapéu para notarmos a semelhança. Da mesa onde passa grande parte dos seus dias, num mercado, podemos ver, enfileirados, dezenas de troféus. Festivais da canção, participações em eventos e do Concurso da piada e da mentira. No início ele contava piadas e mentiras, logo se transformou num “mentiroso nato” e enfileirados podemos ver os troféus de campeão das últimas duas edições do evento. Mas ele garante que as modas de viola são histórias reais, as mentiras são exageros à parte. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Diferenças de lado, juntos, porém, eles são como os pássaros que lhes dão a identidade musical. Não obstante as diferenças no canto e aparência se unem para tocar na mesma nota. Não vivem da música, embora com o olhar sonhador não neguem que a vontade seria viver para cantar. Hoje tocam por prazer, mas espalham um legado. “&lt;strong&gt;A moda de viola nunca vai morrer. Me emociono ao ver esse monte de guris aprendendo. Hoje é bem mais fácil, é só querer. E eles querem. Querem porque viram ‘nós’ tocando e estão dispostos a aprender”&lt;/strong&gt;, diz Adão, as palavras como preces, em que pede e agradece.  &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“Para quem não esperava tocar além do porão de casa”, eles estão quase realizados. Quase. Falta gravar um CD. A vontade está ainda no papel, em algumas letras que eles decoraram há algum tempo, e em fitas cassete, que gravam aos amigos que constantemente solicitam. O trabalho no estúdio já foi pago e quem sabe no ano quem vem realizem o que consideram o “maior sonho”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, levam suas vidas, no lugar de onde nunca sairiam.&lt;strong&gt; “É a coisa ‘mais boa’ do mundo”, diz Araçari, sob o sorriso de aprovação de Rouxinol. “Ir pra cidade só se não tivesse outro jeito”&lt;/strong&gt;.  Foi ali que nasceram e cresceram. É ali que cantam. É ali que vivem. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O programa termina. Na maioria das casas o churrasco é servido. Enquanto isso, a dupla, e a fome, voltam para Sul Brasil, contrariando a música que nos 10 anos de história é de longe a mais pedida. Na música o sítio é vendido a um grande criador de gado. O menino deixa o reino encantado e parte para a cidade grande. Fica a saudade, esquecida embaixo da figueira, na tapera, no que antes era vida. Ficam as modas de viola e vozes como de Rouxinol e Araçari para embalar o passado e torná-lo vivo na memória dos ouvintes.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2490608073115029396-3899031829213833950?l=ruminandocultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruminandocultura.blogspot.com/feeds/3899031829213833950/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2490608073115029396&amp;postID=3899031829213833950&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2490608073115029396/posts/default/3899031829213833950'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2490608073115029396/posts/default/3899031829213833950'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruminandocultura.blogspot.com/2008/02/o-reino-encantado-de-rouxinol-e-araari.html' title='O Reino Encantado de Rouxinol e Araçari'/><author><name>gessicagv</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2490608073115029396.post-981139459793520074</id><published>2008-02-01T06:53:00.000-08:00</published><updated>2008-11-12T23:18:41.042-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Trabalhos Itaú Cultural'/><title type='text'>Produtores independentes resgatam o imaginário nordestino</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O vídeo-documentário A Gente se Ri retrata a incorporação da cultura popular nordestina de uma das formas mais antigas de arte e como essa forma de fazer arte ainda sobrevive no nordeste por meio dos seus mestres de cultura, entrevistados nesse belo documentário.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_7hBq4ZUN_PM/R6M76OZLRWI/AAAAAAAAAFo/oBw6txxX8aE/s1600-h/foto1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 260px; height: 207px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_7hBq4ZUN_PM/R6M76OZLRWI/AAAAAAAAAFo/oBw6txxX8aE/s320/foto1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5162035469378864482" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A arte de fazer rir. Essa é a temática do primeiro documentário do Projeto Vernáculo, realizado pela Fotogramas Cultura e Mídia, produtora cultural formada pelas recém formadas em Rádio e TV, Ianne Maria, Rita Machado e Cleidiane Vila Nova. O Projeto Vernáculo é patrocinado pelo Banco do Nordeste e consiste na criação de cinco vídeos-documentários sobre Cultura Popular do Rio Grande do Norte. O primeiro deles foi o A Gente Se Ri.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O documentário produzido pelo Fotogramas mostra uma das formas mais antigas de se fazer teatro e como ela foi adaptada para a cultura popular nordestina; o teatro de bonecos. Denominado de várias formas diferentes, dependendo do Estado em que esteja o Mamulengo (para os pernambucanos) é um resquício vivo da cultura oral nordestina e uma das formas que o homem pobre do interior do nordeste via de “cano de escape” para satirizar os seus “opressores” segundo a radialista e uma das produtoras do projeto Ianne Maria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_7hBq4ZUN_PM/R6Mz7-ZLRTI/AAAAAAAAAFQ/DVnmmU6yEEc/s1600-h/galeria1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 268px; height: 202px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_7hBq4ZUN_PM/R6Mz7-ZLRTI/AAAAAAAAAFQ/DVnmmU6yEEc/s320/galeria1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5162026703350613298" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O vídeo alterna depoimentos de seis mamulengueiros de municípios diferentes do Rio Grande do Norte e mostra, a partir daí, como é feito o João Redondo (para os potiguares), desde a confecção dos bonecos de madeira até a elaboração da história e dos personagens. De forma descontraída, os artistas contam as suas histórias e “brincam” arrancando risadas do telespectador que acompanha o documentário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os entrevistados pela equipe do Fotogramas, está Josivan de Chico Daniel, filho e um dos maiores mestres de João Redondo do país, o potiguar Chico Daniel, falecido em abril deste ano. E também a Dona Dadi, uma mamulengueira de Carnaúba dos Dantas que enfrentou os preconceitos e as dificuldades de ser mulher em nome da vontade de brincar e de fazer esta arte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, o vídeo conta também com um trecho de uma entrevista que a equipe do Fotogramas fez com Chico Daniel, pouco antes dele morrer em que ele fala da hereditariedade e da tradição que tem o João Redondo na sua família.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_7hBq4ZUN_PM/R6M0VeZLRUI/AAAAAAAAAFY/0FC6o5pn1P0/s1600-h/galeria2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 248px; height: 186px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_7hBq4ZUN_PM/R6M0VeZLRUI/AAAAAAAAAFY/0FC6o5pn1P0/s320/galeria2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5162027141437277506" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Para a elaboração do documentário foram entrevistados 10 mamulengueiros de 6 munícipios diferentes do Rio Grande do Norte, num período de 6 meses de pesquisa e produção do material. A primeira exibição do vídeo foi na segunda metade de junho deste ano como trabalho de conclusão de curso de radialismo da UFRN. O lançamento oficial foi no dia 8 de agosto de 2007 no Teatro da Cultura Popular em Natal com a presença de alguns mamulengueiros entrevistados além de um coquetel de comida regional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O teatro de bonecos no nordeste&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo os pesquisadores, o teatro de bonecos chegou ao Brasil junto com os jesuítas e como um das formas que eles usavam de catequização. A temática era sempre religiosa e relacionada com passagens bíblicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o passar do tempo os escravos e os camponeses foram absorvendo essa forma de fazer teatro e passaram a utilizar elementos do seu cotidiano e da sua própria cultura, como as lendas populares, as estórias de cavaleiros e as brincadeiras características do homem do interior. Além disso, houve uma forte influência do “Comedia Dell’Arte “ originário da Itália que apresenta um tipo de personagem velhaco, fanfarrão, contraditório e explosivo, uma das características dos personagens do Calunga (para os paraibanos). A junção desses elementos e a criação de um tipo de narrativa em que o homem do interior se vê desde o linguajar dos personagens, até as situações características do Mamulengo, criaram uma forma de arte divertida em que o sertanejo muitas vezes satiriza as situações de opressão ao qual ele é submetido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta forma de arte foi bastante difundida, principalmente no nordeste e no interior de Minas Gerais. Há registros também da presença dela em São Paulo e no Rio de Janeiro, sob a denominação de João Minhoca. No nordeste as apresentações de João Redondo ocorriam entre as festas religiosas e movimentavam as cidades em que acontecia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Chico Daniel, o grande bonequeiro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das maiores referências em João Redondo do país foi Chico Daniel, falecido no dia 3 de março deste ano. Natural de Assu, interior do Rio Grande do Norte, Chico Daniel era sapateiro e fazia alegria no interior do Estado com as suas apresentações, sempre regadas à criatividade e a bom-humor. O “bonequeiro” morava em Felipe Camarão, bairro da periferia de Natal e morreu de ataque cardíaco minutos antes de sair para mais uma das suas apresentações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chico Daniel deixou um legado de amor à cultura popular e de filhos que, como ele, também se dedicam a arte de brincar, a arte de fazer rir. O bonequeiro morreu aos 63 anos de idade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Cenas do documentário&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="355" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/xbdEsuRCRxQ&amp;amp;rel=1"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/xbdEsuRCRxQ&amp;amp;rel=1" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" height="355" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Trecho da entrevista com a radialista Ianne Maria&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe allowtransparency="true" background-color="transparent"  marginwidth="0" marginheight="0" src="http://www.evoca.com/myrecordings/recBlogForIFrame.jsp?rid=138584&amp;teu=http://www.evoca.com/" frameborder="0" width="100" height="100" scrolling="no"&gt; &lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2490608073115029396-981139459793520074?l=ruminandocultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruminandocultura.blogspot.com/feeds/981139459793520074/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2490608073115029396&amp;postID=981139459793520074&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2490608073115029396/posts/default/981139459793520074'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2490608073115029396/posts/default/981139459793520074'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruminandocultura.blogspot.com/2008/02/produtores-independentes-resgatam-o.html' title='Produtores independentes resgatam o imaginário nordestino'/><author><name>Fábio Farias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03123894890692692229</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://img410.imageshack.us/img410/1174/roscaxd1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_7hBq4ZUN_PM/R6M76OZLRWI/AAAAAAAAAFo/oBw6txxX8aE/s72-c/foto1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2490608073115029396.post-3925211752636361852</id><published>2008-02-01T02:31:00.000-08:00</published><updated>2008-02-01T06:47:36.635-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Trabalhos Itaú Cultural'/><title type='text'>Silêncios</title><content type='html'>O Silêncio das Artes.&lt;br /&gt;Uma tentativa de decifrar como diferentes manifestações artísticas lidam com o silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe allowtransparency="true" background-color="transparent" marginwidth="0" marginheight="0" src="http://www.evoca.com/myrecordings/recBlogForIFrame.jsp?rid=138543" frameborder="0" width="100" height="100" scrolling="no"&gt;&lt;br /&gt;            &lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2490608073115029396-3925211752636361852?l=ruminandocultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruminandocultura.blogspot.com/feeds/3925211752636361852/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2490608073115029396&amp;postID=3925211752636361852&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2490608073115029396/posts/default/3925211752636361852'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2490608073115029396/posts/default/3925211752636361852'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruminandocultura.blogspot.com/2008/02/silncios.html' title='Silêncios'/><author><name>Natália Pianegonda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17774442710682346979</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2490608073115029396.post-7232830655894285710</id><published>2008-01-31T05:06:00.000-08:00</published><updated>2008-02-01T06:47:48.262-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Trabalhos Itaú Cultural'/><title type='text'>Jogo da Morte, o primerio filme de Matinhos</title><content type='html'>A história é a seguinte: três rapazes que produzem vídeos e fotos para casamentos, transformaram o litoral paranaense em “Hollywood”. Bolaram um roteiro de terror, selecionaram os amigos mais talentosos para ser os atores e com 5 mil reais, tirados do próprio bolso, realizaram um longa-metragem. Conheça os bastidores dessa exótica produção!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/KlEHfPGgtuM&amp;amp;rel=" width="425" height="355" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como diz o poeta: “O mundo é construído pelos que fazem e, não pelos que sabem fazer”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2490608073115029396-7232830655894285710?l=ruminandocultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruminandocultura.blogspot.com/feeds/7232830655894285710/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2490608073115029396&amp;postID=7232830655894285710&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2490608073115029396/posts/default/7232830655894285710'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2490608073115029396/posts/default/7232830655894285710'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruminandocultura.blogspot.com/2008/01/jogo-da-morte-o-primerio-filme-de.html' title='Jogo da Morte, o primerio filme de Matinhos'/><author><name>henrique oliveira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='22' src='http://1.bp.blogspot.com/_V3naFxiyUbU/TOu7YJi_JHI/AAAAAAAAAXE/C7EcKjS08_I/S220/Zero.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2490608073115029396.post-6797394232498407493</id><published>2008-01-30T12:04:00.000-08:00</published><updated>2008-02-01T06:48:02.334-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Trabalhos Itaú Cultural'/><title type='text'>Tatuagens, penas e tradição</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 2cm; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: center" align="center"&gt;&lt;i&gt;A dança do Bate Pau como mecanismo de resgate cultural para os índios Terena &lt;?xml:namespace prefix = st1 /&gt;&lt;st1:personname st="on" productid="em Campo Grande"&gt;em Campo Grande&lt;/st1:personname&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: center" align="center"&gt;&lt;i&gt;&lt;u&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="TEXT-DECORATION: none"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/u&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 2cm; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 2cm; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Os sons do tambor e da flauta misturam-se ao chocalho das sementes; os corpos estão pintados e os passos são bem marcados. O cenário da apresentação é uma praça no centro da cidade, mas ela parece não combinar com seus atores principais. As penas e as roupas feitas de buriti refletem a realidade de um grupo de pessoas que não se encaixaria no que se define como o modo de vida urbano.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 2cm; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;A cena é a de uma apresentação da dança do Bate Pau, típica dos índios Terena, que aconteceu no Parque Belmar Fidalgo, no centro de Campo Grande. Em meio prédios e a fumaça de automóveis, roupas feitas com penas caracterizam a população que mora na aldeia Água Bonita, a segunda aldeia urbana da capital de Mato Grosso do Sul. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 2cm; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Ela surgiu há seis anos e reúne índios Terena e Guarani-kaiowá vindos de várias aldeias do interior do Estado. Algumas casas são de alvenaria e pintadas com desenhos indígenas, enquanto outras revelam a pobreza de uma população que trocou seu lugar de origem por um conjunto de lonas que formam suas moradias. Nas ruas sem asfalto,&lt;span style="font-size:+0;"&gt; &lt;/span&gt;levanta a poeira do seco mês de agosto. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 2cm; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;As crianças brincam à vontade, as pessoas conversam em frente às suas casas e a música sertaneja se mistura aos hinos da igreja evangélica. Não há portões e todos se conhecem, como se fosse uma cidade dentro de outra cidade. A língua portuguesa convive naturalmente com palavras e expressões das duas etnias. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 2cm; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Lúcia Mara de Oliveira mora em uma casa pequena, têm quatro filhos e está grávida de cinco meses. Há um ano saiu da aldeia Bananal em Aquidauana, localizada no oeste de Mato Grosso do Sul, para tentar uma vida melhor na capital. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 2cm; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;O sofá velho sustentado por um tijolo em cada pé, do lado de fora da casa, feita com pedaços de madeira e forrada com uma grande lona preta, representa para a família dessa mulher a vida que não tinham na aldeia onde moravam. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 2cm; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;De dentro da casa, que parece ser improvisada, sai um adolescente de 13 anos, o filho mais velho de Lúcia. Marlon de Oliveira faz parte de um grupo de homens que apresentam a dança do Bate Pau para aproximar a cultura Terena dos índios e não-índios que vivem &lt;st1:personname st="on" productid="em Campo Grande."&gt;em Campo Grande.&lt;/st1:personname&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 2cm; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Ele traz uma sacola de supermercado com os trajes da dança. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 2cm; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;- Foi o pai dele quem fez. – explica a mãe de Marlon.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 2cm; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Tímido, o garoto tira da sacola a saia e o cocar feitos de pena de Ema e se veste. O corpo ainda em desenvolvimento revela um pouco da rebeldia característica da adolescência; ele tem tatuagens pelo corpo feitas por ele mesmo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 2cm; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;- Eu peguei uma máquina emprestada com um amigo e fiz. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 2cm; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;- E você fez por quê?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 2cm; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;- Porque acho bonito.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 2cm; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;As marcas mostram a precariedade da arte: o desenho é mal feito, os contornos imprecisos e o conjunto levemente assimétrico. Em cada dedo uma letra da palavra&lt;i&gt; Jesus&lt;/i&gt;, na mão direita, um outro desenho quase apagado, e no bíceps esquerdo ele tatuou uma cruz. A família freqüenta a igreja evangélica construída dentro da aldeia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 2cm; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Vestido com as roupas terena, Marlon fica envergonhado, olha para baixo e ri com embaraço. Ser adolescente numa aldeia não deve mesmo ser tão fácil: a tradição indígena às vezes parece se opor à cultura urbana. Mas cultura é dinâmica e esse menino mostra que é possível ser índio dentro da cidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 2cm; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 2cm; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Direito à diferença &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 2cm; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;A etnia terena é descendente da nação Guaná, povo que habitava a região do Chaco, uma área de transição entre a zona subandina e as planícies andina e amazônica. Por causa da Guerra do Paraguai, eles tiveram que sair em busca de refúgio, o que fez com que uma parte fosse para a Serra de Maracaju, na região oeste de Mato Grosso do Sul. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 2cm; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Com o tempo, passaram a se relacionar com outras populações e se integrar ao outro modo de vida. A partir da introdução da pecuária no estado, começaram a ser explorados para trabalhar nas fazendas durante o período do Império no Brasil. Dessa forma, deu início a integração entre os terena e as populações locais. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 2cm; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Hoje, eles somam 32.519 pessoas &lt;st1:personname st="on" productid="em Mato Grosso"&gt;em Mato Grosso&lt;/st1:personname&gt; do Sul, de acordo com dados da Fundação Nacional do Índio, colocando o estado como&lt;/span&gt; o segundo em população indígena do &lt;span style="color:black;"&gt;país. Um grande número deles mora nas regiões urbanas e vivem o desafio cotidiano de serem índios na cidade. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 2cm; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;A antropóloga Luciana Scanoni explica que “a dança do Bate Pau é um momento de celebração e de reconhecimento da sua cultura” e portanto, mostra-se como “uma ferramenta política de integração entre os próprios índios, mas também com o resto da população da cidade”. Ela acrescenta que “a dança está muito relacionada ao contexto político de luta pelo orgulho de ser índio e pelo direito à diferença”. A&lt;span style="font-size:+0;"&gt; &lt;/span&gt;antropóloga define ainda cultura como “algo mutável” e que “o fato do índio morar na cidade não lhe tira a característica de seus antepassados”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 2cm; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;A dança é um mecanismo de ressignificação da cultura para os índios terena. Eles mantêm características tradicionais, adaptando-as à realidade local. Por isso é comum, por exemplo, encontrar pinturas e roupas diferentes para a mesma dança em aldeias dentro de Mato Grosso do Sul.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 2cm; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Na aldeia urbana Água Bonita há um intercâmbio com a aldeia Bananal, em Aquidauana. Periodicamente, índios aldeados vêm à cidade para ensinar a dança aos mais novos. O cacique Adierson Venâncio Mota diz que isso acontece para “resgatar a cultura terena nos jovens índios urbanos”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 2cm; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;- Na aldeia é mais fácil manter a cultura e aqui na cidade é mais difícil. Os jovens só querem saber de coisas modernas, roupas modernas, então eu ficaria muito decepcionada se meus filhos não seguirem a tradição - confessa Lúcia Mara.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 2cm; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;E a mãe de Marlon explica sorrindo que foi o pai que ensinou o menino a dançar quando tinha apenas oito anos:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 2cm; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;- Desde pequeno, o pai dele ensinou a ser índio de verdade!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 2cm; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Lucia mostra fotos e fala do empenho do filho durante um concurso de dança indígena na aldeia onde moravam. As roupas são feitas com esmero, as penas de Ema são presas uma a uma, mostrando o porquê a dança também recebe o nome desta ave.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 2cm; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Antes de apresentações todos se unem na oca, uma construção central da aldeia Água Bonita. Jovens e adultos compartilham a responsabilidade de representar sua etnia através dos passos marcados da dança.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 2cm; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Os primeiros passos são lentos, lembrando os passos do Jaburu, uma ave aquática da fauna pantaneira. Os homens formam duas fileiras e são guiados pelo chefe que fica na ponta. Em seguida, imitam os passos da Ema e retornam ao início. Guiados por palavras em Aruak – idioma terena - eles simulam uma guerra, arremessando os bambus uns contra os outros. No final da dança, uma homoneagem: os paus são cruzados em baixo para que o cacique seja suspenso. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 2cm; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Nesse momento as peles morenas, as tintas pelo corpo e as saias ganham ainda mais significado para aqueles homens. Seus olhos e sua força indicam a intensidade daquela dança e as pessoas em volta se emocionam. O homem sobre os bambus diz frases fortes na língua Terena, e os demais respondem no mesmo tom. O momento é de convergência. Toda atenção está voltada para a beleza de uma cultura esquecida em meio aos prédios e construções de concreto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 2cm; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 2cm; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Dança da Ema&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 2cm; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Não há consenso sobre a origem da dança do Bate Pau. Para Adierson, cacique da aldeia água Bonita, a dança lembra a vitória da etnia terena na Guerra do Paraguai. A partir desse ponto de vista, seus passos marcam desde a preparação para a guerra até a festividade da vitória.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 2cm; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Porém, para o fundador do primeiro grupo dessa dança &lt;st1:personname st="on" productid="em Campo Grande"&gt;em Campo Grande&lt;/st1:personname&gt;, Eliseu Lili, ela surgiu a partir de “um sonho de um &lt;/span&gt;pajé em que estava numa mata, assistiu essa dança e a trouxe para a aldeia”. Para o indígena que veio para a cidade há mais de vinte anos e que não mora em nenhuma das três aldeias, “é um absurdo falar que a dança surgiu depois da Guerra do Paraguai. Ela é um costume do povo e é tão antiga quanto ele”.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 2cm; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Lili é o fundador do grupo Tê, grupo que reúne índios Terena que moram &lt;st1:personname st="on" productid="em Campo Grande"&gt;em Campo Grande&lt;/st1:personname&gt; para apresentações de dança da Ema:&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 2cm; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;- E por que não “dança do Bate Pau”?&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 2cm; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;- Por que quem denominou como dança do Bate Pau foram os brancos, já que é a coisa mais marcante durante as apresentações. Mas para nós indígenas a dança recebe o nome de dança da Ema por causa das saias feitas das penas dessa ave e de alguns passos que simulam a movimentação dela – explica Eliseu Lili, enquanto faz uma pintura terena numa bolsa de tecido.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 2cm; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Esse homem alto, pele morena e cabelos pretos e muito lisos mora com sua esposa num bairro de Campo Grande. Seus três filhos são a expressão da miscigenação entre o índio e o branco: têm pele mais clara que a do pai, mas seus cabelos são levemente ondulados, como os da mãe. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 2cm; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Eliseu diz que “seu povo perdeu muita identidade, então é preciso resgatá-la através da dança”. Entre uma xícara e outra de café, conta porque montou o grupo Tê.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 2cm; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;- Quando eu cheguei aqui &lt;st1:personname st="on" productid="em Campo Grande"&gt;em Campo Grande&lt;/st1:personname&gt;, na década de 80, os jovens tinham muita dificuldade de entrosamento, existia muita discriminação por “ser bugre”. Eu pensei assim: Como a gente poderia mostrar o lado bonito do Terena? Como podemos mostrar que temos uma cultura rica? E quebrar essa coisa de preconceito. Com a dança eles puderam superar e mostrar uma coisa bonita, mas também deflagrar um movimento para a nossa liberdade, nossa autonomia aqui na cidade&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 2cm; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Através da mesma dança, os índios da aldeia urbana Água Bonita vêm lutando também pelo seu reconhecimento dentro da cidade, e Marlon de Oliveira, o jovem morador que um dia sonha em pescar ao lado do seu pai na aldeia onde moravam, representa uma geração que aproxima a tradição da modernidade.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 2cm; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Suas tatuagens não negam a juventude nem ferem sua vontade de ser índio. Ainda na sétima série do Ensino Médio, Marlon é um orgulho para sua família e seu povo. Suas irmãs brincam com as penas de Ema, enquanto ele as observa com atenção. Aos 13 anos, a cultura terena que ele representa não é mais a mesma, adquiriu novos significados, mas continua traduzindo a riqueza e a vitória de um povo.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 2cm; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 2cm; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 2cm; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2490608073115029396-6797394232498407493?l=ruminandocultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruminandocultura.blogspot.com/feeds/6797394232498407493/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2490608073115029396&amp;postID=6797394232498407493&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2490608073115029396/posts/default/6797394232498407493'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2490608073115029396/posts/default/6797394232498407493'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruminandocultura.blogspot.com/2008/01/tatuagens-penas-e-tradio.html' title='Tatuagens, penas e tradição'/><author><name>Marcelle Souza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00148438562947280028</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_PdpOSfREs-Y/TFWwUI6gRLI/AAAAAAAAAGA/ijvBvnfUtXU/S220/MARCELLE+CRISTINE.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2490608073115029396.post-3963319027291238727</id><published>2008-01-29T17:24:00.000-08:00</published><updated>2008-02-01T06:48:16.656-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Trabalhos Itaú Cultural'/><title type='text'>Semente da Terra</title><content type='html'>&lt;em&gt;Uma família indígena aprende a se acostumar com a vida urbana de Curitiba, mesmo que os moradores da capital não percebam sua presença&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A manhã de quarta-feira começa ensolarada na praça Osório. São 9h46, Alcino chega apressado e deixa suas bolsas e sacolas embaixo de uma árvore. As havaianas azuis casam com a camiseta branca e bermuda amarela. Mas, o que mais chama atenção nele são as sementes ligadas por uma linha que estão em torno do pescoço e tornozelo, ou o objeto da espessura de um cigarro que está em uma de suas orelhas. A alguns passos atrás de Alcino andam Fátima, sua esposa e Dandara, a filha mais nova do casal, que acabou de fazer um ano. Elas também carregam características de uma etnia que habita há muito tempo em Curitiba – eles são índios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alcino de Almeida tem 51 anos, é cacique da tribo kaingang que vive na aldeia Cambuí, na Região Metropolitana de Curitiba. Hoje a aldeia é democrática. A escolha do cacique é feita por meio do voto. São separados três balaios. Um com feijão preto, outro com feijão branco e um vazio. O nome do candidato a cacique fica junto ao balaio com feijão de sua cor. Para votar, a pessoa escolhe um deles e coloca o feijão no balaio vazio. Vira cacique quem tiver mais feijões de sua cor. Na aldeia do Cambuí existem 370 índios, votam todas as pessoas com mais de 12 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto Alcino explica a eleição, Fátima e Dandara vão montando a barraca. Encaixam peças de metal e abrem o guarda-sol verde. Retiram de uma das bolsas colares feitos de joerana, semente muito semelhante à de melancia. Também utilizam a chamada olho de boi, que tem o formato de um feijão gigante com cor de terra vermelha, e a semente sagrada do kaingang, que tem o mesmo formato da joerana, mas cinco vezes maior, em cor café ou caramelo. Fátima pendura calmamente um colar por vez. Ela tem 34 anos, cabelo comprido preto e brilhante, um olhar sereno e sorriso tímido. É a segunda esposa de Alcino. Juntos têm quatro filhos, Denise, de 18 anos, Daniele, 13 anos, Douglas, 10 anos e a Dandara que sempre acompanha o casal na venda do artesanato. A menina anda meio hesitante, dá passos curtos ao redor da banca com seu brinquedo, uma vara de 30 centímetros com cinco barbantes na ponta, de tamanhos diferentes. Nas pontas dos barbantes estão pendurados desenhos de peixes feitos em papel sulfite. Dandara levanta o brinquedo e vê os peixes se movimentarem com o vento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alcino recorda da mesma alegria quando teve seu primeiro filho, há 33 anos, quando o cenário ainda não era Curitiba. O cacique é natural de uma tribo de Biguaçu, Santa Catarina, onde seu pai vive até hoje. Veio para Curitiba em 1973 estudar Direito com a esposa Adriane, estudante de Medicina na Universidade Federal do Paraná (UFPR). Eles já tinham três filhos, Alcino, Fábio e Jak Douglas, depois tiveram aqui a quarta filha, Viviane. Porém, quando estava no último ano de Medicina, Adriane descobriu que tinha leucemia e faleceu no mesmo ano que se formou. Alcino teve que parar a faculdade de Direito para sustentar as quatro crianças por meio do artesanato. Hoje, os três filhos são formados em Direito e Viviane em Psicologia. Eles foram para Santa Catarina morar com o avô. Todos estudaram em universidade pública e sem o benefício das cotas. “Eu estou terminando o curso de Direito, mas também por minha conta. Nunca usei uma caneta da Funai. Eu acho uma discriminação essas cotas”, desabafa Alcino. Em 2006, ele prestou vestibular para Administração na UFPR e passou em 9º lugar, mas não se matriculou, prefere terminar o curso de Direito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já são mais de 11h da manhã, as barracas foram montadas e recebem os primeiros visitantes. Quatro homens da aldeia se reúnem para conversar e mimar Dandara. A hora de almoçar está próxima e é uma preocupação a mais de Alcino. Cada índio gasta 10 a 12 reais por dia para comer, muitas vezes passam mal, pois não estão acostumados com o excesso de óleo e temperos da comida dos restaurantes. Os kaingangs costumam cozinhar com fogo à lenha, usam banha animal e menos sal. “Comemos arroz, feijão, milho. Milho de várias formas, farinha ou canjica. Todo dia tem que ter milho na comida do índio. É difícil porque na cidade a gente come e depois de uma hora está com fome de novo”, conta Alcino.&lt;br /&gt;Outra dificuldade é encontrar banheiro. Às vezes, emprestam de um restaurante próximo, mas geralmente utilizam o móvel da Prefeitura, que é pago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passam olhando a família de índios senhoras loiras bem vestidas e andar majestoso, jovens de cabelos coloridos com mochila nas costas e celular na mão, mães cuidando para o filho não brincar com o artesanato. Eles não imaginam que há 4 mil anos quem habitava o Paraná eram apenas os kaigangs. Até mesmo o nome Curitiba é indígena, escrito originalmente Curytjbá, quer dizer terra de muitos pinhões na língua tupi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alcino espera que no futuro os índios tenham mais reconhecimento. “Nós estamos treinando nossos jovens, de 12 a 16 anos para serem guerreiros. Mas não para lutar contra a espada e baioneta do passado, mas contra o poder da caneta. O massacre continua desde 1500, não acabou”. Enquanto fala da luta, sua mão se fecha e bate na perna três vezes. Além de direitos garantidos na Constituição Federal, a comunidade kaigang tem 50 leis próprias. Quem desrespeita uma vírgula é punido e Alcino garante que as regras funcionam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um vento forte repentino passou na Praça Osório, desorganizando os brincos e colares que Fátima tinha acabado de arrumar. A filha também ajeita os brincos, ou pelo menos tenta. A tribo kaingang sabe que seu futuro está nas mãos de meninas como Dandara. Ela e as outras crianças da tribo já plantaram uma árvore. Cada um tem a sua. Quando crescer, saberão que aqueles troncos, galhos e folhas existem por sua causa. Alcino faz um pedido ao homem branco, que ele tenha mais consciência em relação à preservação. “Eu podia pedir a cada um que pudesse ensinar seus filhos, a juventude de hoje vai ser o amanhã, os grandes líderes do futuro, que eles possam preservar mais a natureza”. &lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2490608073115029396-3963319027291238727?l=ruminandocultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruminandocultura.blogspot.com/feeds/3963319027291238727/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2490608073115029396&amp;postID=3963319027291238727&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2490608073115029396/posts/default/3963319027291238727'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2490608073115029396/posts/default/3963319027291238727'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruminandocultura.blogspot.com/2008/01/semente-da-terra.html' title='Semente da Terra'/><author><name>Evelise Toporoski</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10755766401010101362</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_EooL9rtHmTY/R5_Vag29ltI/AAAAAAAAAMI/hFKxQ3yZB0U/S220/DSC01210mod.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2490608073115029396.post-7200761581087447884</id><published>2008-01-29T09:45:00.000-08:00</published><updated>2008-11-12T23:18:41.321-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Trabalhos Itaú Cultural'/><title type='text'>Burburinho, Cochichos e tudo o mais que se quiser</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_6z7J5MRhSGs/R59yrqwY1KI/AAAAAAAAAqw/kWyMYc3DASk/s1600-h/blogpecha.JPG"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_6z7J5MRhSGs/R59yrqwY1KI/AAAAAAAAAqw/kWyMYc3DASk/s320/blogpecha.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5160969792527062178" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Uma garrafa verde de cerveja sobre uma das mesas. Um local escuro, pequeno, com tijolos à vista nas paredes. Destas, uma azul, com ridículas estrelinhas coladas em toda a extensão. Sobre as estrelinhas um telão branco. Um projetor multimídia está estrategicamente encarrapitado à frente. Pelo espaço está a massa cool, e cult, da cidade. Considerando que se possa chamar duas centenas e meia de massa. São universitários, pequenos poetas, garotos de cabelo comprido e meninas de cabelo curto. Dentro de pouco tempo realizar-se-á a &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;a href="http://www.qualquer.org/pecha-kucha/vol02.html"&gt;segunda Pecha Kucha Night&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;do Brasil. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:arial;" &gt;Júlia Timm, de Porto Alegre&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assista a apresentação de &lt;a href="http://www.flickr.com/photos/camom"&gt;Camila Mazzini&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="355" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/pgZmorLmwGw&amp;amp;rel=1"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/pgZmorLmwGw&amp;amp;rel=1" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" height="355" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;André Czarnobai é um jovem porto-alegrense conhecido por toda a “massa” que aguarda. Organizador de fanzines nos idos 90’s, rendeu-se à tecnologia, e hoje, além de jornalista, administra o portal &lt;a href="http://qualquer.org/salsbury/"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Qualquer&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, que abriga “egotrips, viagens, crônicas” e outras coisas de pretensão jornalístico-literária, escritas por amigos e pelo próprio. Nos primórdios da rede, a reunião chamava-se Cardoso Online, e era só um blog. Virou site, depois portal. Tão simpático quanto lendário, André assumiu a alcunha de Cardoso, e é figurinha carimbada na mitologia semi-pop-cult de Porto Alegre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cardoso descobriu a Pecha Kucha Night quando ficou sabendo que ocorreria uma em Buenos Aires. Foi para a rede entender o que era. Pecha Kucha, em japonês, é a palavra equivalente a burburinho, cochicho, aquele som produzido quando duas centenas e meia de pessoas conversam “discretamente” ao mesmo tempo. “A Pecha Kucha nasceu quando os designers se deram conta de que dar um microfone na mão dos designers era um perigo”, conta André. Na verdade, ele parafraseia o&lt;a href="http://www.pecha-kucha.org/"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; site oficial do evento&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;: “give a mike to a designer (especially an architect) and you'll be trapped for hours”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pecha Kucha Night é uma marca registrada dos sócios Astrid Klein e Mark Dytham, donos da &lt;a href="http://www.klein-dytham.com/"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Klein Dytham Architecture&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, um escritório de arquitetura e design de Tóquio, no Japão. Eles inventaram o formato para divulgar um prédio de eventos que construíram, o &lt;a style="font-weight: bold;" href="http://www.super-deluxe.com/"&gt;SuperDeluxe&lt;/a&gt;, em 2003. A idéia era que profissionais e estudantes dessas duas áreas se reunissem para trocar experiências e mostrar seus portfólios e trabalhos em andamento. Mas havia o medo declarado de que cada apresentação se tornasse um monólogo de um não-talentoso orador formado em arquitetura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A idéia, simples, foi tão exitosa que rendeu uma patente, se não lucrativa, famosa. Hoje, o evento ocorre em mais de 80 cidades ao redor do planeta. Cada apresentador tem direito a exibir vinte imagens. Cada imagem pode permanecer em exibição por vinte segundos. A fetiche da noite: o evento deve começar pontualmente às 20:20 do horário local. A última preocupação com extensão é que cada evento pode ter, no máximo 14 participantes. Eram essas as cláusulas que estavam previstas no contrato que, depois de alguns meses de negociação Cardoso conseguiu fechar com a Klein Dythan Architecture. Ele previa ainda que pelo menos quatro Pechas Kuchas deviam ser realizadas no período de um ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cardoso entrou em contato com a KDA, e manifestou seu interesse em produzir uma versão brasileira do evento. Ele se surpreendeu ao saber que não haviam sido realizadas “nem em São Paulo”, pois a idéia não era novidade. Criado em 2003, o evento já estava na 41ª edição em Tóquio. Dez meses depois do começo das negociações, Porto Alegre ainda é a única cidade do Brasil a ter uma Pecha Kucha Night. Cardoso teve de enviar o currículo, provar sua ligação com o design, e garantir que não teria de lucro financeiro. A KDA também não ganha nada com a patente. Ela licencia o uso do nome e do formato por período de um ano, e o detentor dessa autorização só pode organizar o evento só em sua cidade-residência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim que Cardoso obteve a licença, entrou em contato com Paulo Scott, um escritor que já organizava encontros entre artistas de linhas diferentes (atores e literatos, músicos e pintores...), para o ajudar na empreitada. Os participantes da primeira foram convidados pelos dois: cada um escolheu seis dos apresentadores (o décimo terceiro e o décimo quarto foram os próprios idealizadores). Como a patente é só do formato, o conteúdo é livre, cada apresentador pode fazer o que quiser com seus seis minutos e quarenta segundos. Já houve quem cantou, dançou, apresentou esquetes, fez performance, subiu no palco e ficou em silêncio. E até quem apresentou portfólios de arquitetura e design. Não aqui. Nenhum arquiteto se apresentou nas duas edições brasileiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às 20:20, &lt;a href="http://www.sanduichedeanzois.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Paulo Scott&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; abre os trabalhos. Com pinta de comediante stand up, André Czarnobai aka Cardoso recepciona o público. “Puxa, você vieram”. De acordo com &lt;a href="http://www.insanus.org/martelada/"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Marcelo Träsel&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, um dos colaboradores do Qualquer, jornalista e professor universitário, o público era mais ou menos o mesmo da primeira edição do evento. A divulgação daquela havia incluído spots no rádio, cartazes, flyers. Essa foi no esquema de networking: e-mails, Orkut, boca-a-boca. O conceito da festa, de cochicho, deu efeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://douglasdickel.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Douglas Dickel&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; sobe ao palco, dá o endereço de seu Flickr, e Träsel, amigo e apoiador de Cardoso, elevado, dessa vez a participante e a operador de projeção do evento, solta suas imagens. O fotógrafo se agacha no palco, de costas para a platéia, e deixa rolar a apresentação, permanece em silêncio. As imagens de musgos e liquens sobre variados suportes sucedem-se vinte vezes, entremeadas por um som que dá a impressão de televisão fora do ar, até que um apito forte no último diapositivo assusta o público e desperta risadas moderadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Träsel é o segundo a apresentar. Não abandona seu posto no comando da projeção. Tímido, responsabilizou-se pela produção da apresentação, mas não sobe ao palco para mostrá-la. Quem o faz são Pablo Sotomayor, músico, e Tati Rosa, bailarina e namorada de Träsel. A idéia da apresentação surgiu na primeira Pecha Kucha, com a empolgação que os tomou. Sentimento compartilhado com outros vinte espectadores que se candidataram naquela ocasião, para participar dessa segunda edição. Na tela, a cada vinte segundos uma pedra redonda aparece. Elas vão se organizando cuidadosamente de baixo para cima, como que a se empilhar. Sotomayor toca uma espécie de xilofone ao vivo, no palco, e Tati faz improvisações de dança. A performance toda, de acordo com Träsel foi atrapalhada por problemas com o som. E ele não quer repetir. “Já participamos, agora só como espectadores”. As pedrinhas eram uma referência à cultura budista, do mani stone, pedras que os viajantes deixam por onde vão passando, como explicou Träsel, dias depois. Cardoso, ao fim da apresentação, lança “Que diriam os japoneses diante de todas aquelas pedras se acumulando na tela? Marcelo Träsel, você tem uma mente intrigueira. Penso em muitas coisas, como, por exemplo, a ordem da terra, penso no consumo de drogas, crack e essas coisas, e penso em várias coisas que não vêm ao caso no momento. No momento o que vem ao caso é que talvez seja interessante saber se a próxima apresentação está devidamente formada e pronta para subir ao palco. Eu preciso de um positivo, um sim ou não... Disse sim? Então, a partir de agora, Milton Colonetti e Naja Band tomam o controle da Pecha Kucha Night Porto Alegre”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seis rapazes e uma garota tomam o pequeno palco, após ainda certa demora do som e luz unirem-se dão início a uma performance sobre uma certa girafa em perigo. Non sense? &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Balada da Girafa Moribunda&lt;/span&gt; teve problemas: o laptop que hospedava o vídeo se desligou misteriosamente. Milton Colonetti lia com tamanha venalidade que nem sequer reparou no erro. E o público gostou tanto da &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Balada&lt;/span&gt; que exigiu bis no final, para compensar os problemas técnicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cardoso, bem humorado, a cada erro dos laptops amaldiçoava Steve Jobs e Bill Gates: o protótipo dos geeks profanava a sacrossanta informática. Apesar dos esforços de Träsel, que recolheu e revisou todas as apresentações, a maioria em Powerpoint, algumas em vídeo, as máquinas faziam aquilo que, em geral, fazem de melhor: deram pau. Träsel ri das situações e, com calma, responde, “é que nem na televisão, não pode parar”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assista a apresentação de Marcelo Guidoux Kalil e Val Kuhn&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="355" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/q8P7arFWvIo&amp;amp;rel=1"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/q8P7arFWvIo&amp;amp;rel=1" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" height="355" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As apresentações incluem fotos, pinturas, videoarte, e uma inédita conferência sobre os possíveis efeitos nefastos do &lt;a href="http://clickjogos.uol.com.br/Jogos-online/Classicos/Tetris/"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Tetris&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; na vida dos jogadores compulsivos do desafio russo de empilhar tetraminós ao limite do infinito. Quem ocupa por último o palco é &lt;a href="http://www.timoneiros.com.br/"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Viv e os Timoneiros&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, um grupo que entoa mantras, meio hiponga, que usa todo o seu tempo em uma única música. Depois deles Milton, Naja e sua girafa voltam, para embalar as despedidas das duas centenas e meia, que desapareceram em poucos minutos. Eles provavelmente voltarão no dia 3 de novembro, para a &lt;a href="http://www.qualquer.org/pecha-kucha/vol03.html"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;terceira Pecha Kucha Night Porto Alegre&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://qualquer.org/pecha-kucha/"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assista a apresentação de &lt;a href="http://www.gdable.net/"&gt;Guilherme Dable&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="355" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/ifV54ur_PBs&amp;amp;rel=1"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/ifV54ur_PBs&amp;amp;rel=1" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" height="355" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.qualquer.org/pecha-kucha"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Site oficial da Pecha Kucha Night Brazi&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://qualquer.org/pecha-kucha/"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;a href="http://www.qualquer.org/pecha-kucha"&gt;l&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.hagah.com.br/locais/jsp/default.jsp?action=detail&amp;amp;ingrid=140148&amp;amp;what=bar%20ox&amp;amp;where=&amp;amp;locale=R5&amp;amp;page=&amp;amp;category=&amp;amp;genre=&amp;amp;filter=&amp;amp;letter=&amp;amp;regionId=1&amp;amp;uf=1&amp;amp;local=1"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Local onde se realiza o evento&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Créditos: Os vídeos são de responsabilidades dos próprios apresentadores, devidamente creditados, e foram disponiblizados no You Tube após o evento. A imagem que ilustra a matéria é de Carla Barth, e é um reprodução do cartaz do evento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta matéria foi escrita em julho de 2007. De lá para cá, mais uma Pecha já foi realizada, e Tóquio já está na 48ª, que aliás se realiza amanhã, lá, no SuperDeluxe!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2490608073115029396-7200761581087447884?l=ruminandocultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruminandocultura.blogspot.com/feeds/7200761581087447884/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2490608073115029396&amp;postID=7200761581087447884&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2490608073115029396/posts/default/7200761581087447884'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2490608073115029396/posts/default/7200761581087447884'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruminandocultura.blogspot.com/2008/01/burburinho-cochichos-e-tudo-o-mais-que.html' title='Burburinho, Cochichos e tudo o mais que se quiser'/><author><name>J.</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_6z7J5MRhSGs/R59yrqwY1KI/AAAAAAAAAqw/kWyMYc3DASk/s72-c/blogpecha.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2490608073115029396.post-2630332017369668367</id><published>2008-01-28T09:37:00.000-08:00</published><updated>2008-02-01T06:48:52.187-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Trabalhos Itaú Cultural'/><title type='text'>Internet for all</title><content type='html'>&lt;em&gt;Pesquisas indicam que 70% dos brasileiros jamais tiveram contato com a internet, mas uma Biblioteca Virtual em Paulínia, interior paulista, aponta o caminho a ser trilhado para que o Brasil não fique de fora da revolução cultural que a web está preconizando&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tales Tomaz&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem Taj Mahal nem Cristo Redentor. Na rede mundial de computadores, ou simplesmente internet, as sete maravilhas do mundo atendem pelo nome de Google, Second Life, Wikipedia, Youtube, Creative Commons, Napster e Orkut. Além de atrair centenas de milhões de "turistas" diariamente e gerar bilhões de dólares de receita, as sete maravilhas, carros-chefe da revolução cultural que a internet está preconizando, estão redefinindo o mundo como o conhecemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Graças à internet e suas maravilhas, transações internacionais podem ser fechadas em minutos. Pessoas de países diferentes podem se conhecer a milhares de quilômetros de distância. Fatos são noticiados no momento em que acontecem. Músicas e vídeos são compartilhados com uma facilidade jamais vista. Com o surgimento da internet, o direito à informação tornou-se um dos novos protagonistas das questões globais. Hoje é praticamente consenso entre os países desenvolvidos que não épossível exercer plena cidadania sem acesso à quantidade e diversidadede informações que a internet disponibiliza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, quando se pensa em Brasil, ter acesso aos benefícios da internet ainda não é para qualquer um. O que faz o país acordar para a realidade são algumas pesquisas do Comitê Gestor de Internet no Brasil (CGI.br), cujos dados apontam que cerca de 70% dos brasileiros jamais tiveram contato com a internet. Para piorar as coisas, apenas 20% dos lares contam com um computador pessoal e, destes, apenas 14% têm acesso à internet. Resumindo: apenas 3% dos lares brasileiros têm acesso à rede. Quer comparar? Quase 70% dos coreanos podem ver diariamente seus e-mails e as notícias que mais lhes interessam na rede.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A exceção da regra&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Contudo, se você cair de pára-quedas em Paulínia, cidade do interior paulista que fica a meia hora de Campinas, não terá muita dificuldade em acessar a internet. Mesmo sem conhecer ninguém por lá, é só pedir informações para uma ou duas pessoas e você já estará diante da Biblioteca Virtual de Paulínia, projeto da prefeitura onde mais de 50 máquinas estão conectadas à internet. Os habitantes de Paulínia e cidades vizinhas (Cosmópolis, Conchal, Artur Nogueira, entre outras) podem freqüentar a biblioteca seis dias por semana – ela funciona de segunda a sexta, das 9 às 22h, e aos sábados, das 9 às 18h.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulínia é um raro exemplo de como um eficiente projeto público pode transformar a vida de uma cidade. Ela é uma das primeiras cidades a investir na democratização da informação e da cultura digital, sem esperar por programas de inclusão do Governo Federal, como o "Computador Para Todos". Tudo bem que a velocidade da internet não é lá essas coisas. Mas rapidez de acesso é algo que não preocupa os usuários, a maioria deles formada por pessoas que não tinham condições de navegar pela web ou nem mesmo conheciam a internet antes da iniciativa local. Nem mesmo a restrição de conteúdo afasta os cidadãos da biblioteca – os conteúdos considerados "nocivos" pela administração têm que ver com pornografia e pedofilia, temas ainda incomuns à pacata cidade. Mas o Orkut e o MSN estão liberados. Bom para manter a interação virtual em dia. E o melhor de tudo: a entrada é gratuita. Isso mesmo, o acesso à web é "na faixa" e o resultado não poderia ser melhor. Cerca de 500 pessoas visitam diariamente a biblioteca, um número bastante expressivo para a cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cadastrar-se para usar a internet da biblioteca de Paulínia pela primeira vez é muito simples. Com o RG em mãos, em menos de um minuto você já pode pegar a senha e esperar na fila para acessar ocomputador. A palavra "fila" soa ruim? E se ela demorar em média apenas dois ou três minutos? Não é tão ruim assim, não é mesmo? Ainda mais quando se leva em conta que, quando sua vez chegar, você terá esperado pouquíssimos minutos para navegar pela rede por uma hora, com direito a renovação. É verdade que, em horários de pico, a espera aumenta um pouco. Mas nada que desestimule o acesso. A verdade é: na Biblioteca Virtual de Paulínia tem sempre um computador conectado à internet esperando para ser usado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não são poucas as testemunhas de que a Biblioteca Virtual mudou o cotidiano de muitas pessoas, até mesmo dando uma mãozinha na hora de fazer tarefas escolares. "Você pode fazer várias pesquisas para a escola e não precisa pagar nada, porque é público", afirma Huelberth Muniz, 16, estudante. Ele não tem computador em casa e não poderia fazer pesquisas pela internet se não fosse a Biblioteca Virtual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Biblioteca também facilita as coisas para Crizam César dos Santos, 18. Ele jogava no time do Ipatinga, interior de MG, e foi transferido para o Paulínia Futebol Clube. Como não conhece ninguém na cidade, passou a freqüentar regularmente a Biblioteca Virtual. "Vou conversar com meus amigos que jogam no Ipatinga e com minha família. Se eu não pudesse usar a biblioteca, teria que ligar e sairia bem mais caro", compara Crizam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanto Huelberth quanto Crizam vão à Biblioteca Virtual por motivos diferentes, mas têm algo em comum. Ambos são privilegiados por estarem em contato com a chamada cibercultura sem terem condições econômicas para tanto. Mas a realidade da internet no Brasil continua sendo injusta – os maiores índices de acesso estão principalmente entre as classes A e B.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quebrando a cabeça&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Muita gente – especialmente acadêmicos – quebra a cabeça para saber como incluir aqueles que não têm um tostão no bolso para gastar em lan-houses ou para financiar um computador em parcelas mensais a perder de vista. Após a tímida atuação do "Computador Para Todos", o laptop de 100 dólares é a nova vedete da inclusão digital no Brasil. O principal beneficiado seria o setor educacional, já que a idéia é que cada aluno tenha um laptop para ser usado nas escolas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem lançou o projeto foi o professor Nicholas Negroponte, do MIT (Massachussets Institute of Technology), em 2005. Ele criou a instituição OLPC (One laptop per child, ou "um laptop por criança"). Negroponte acredita que a inserção precoce ao mundo virtual é o caminho mais eficiente e rápido para combater a pobreza, a miséria e o analfabetismo nos países subdesenvolvidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil topou a idéia e já começou a pôr em prática. A professora Roseli Lopes afirma que já há vários desses laptops em testes no País, desde dezembro de 2006. Ela é a coordenadora do LSI (Laboratório de Sistemas Integráveis) da USP, que é responsável pela condução do projeto no Brasil. Mas, para que a iniciativa tenha êxito, alguns obstáculos precisam ser removidos. "Os valores ainda estão acima deUS$ 100. Por exemplo, o laptop da OLPC está entre US$ 150 e US$ 175", afirma Roseli. Com valores como esse, ficaria muito difícil o governo financiar a distribuição desses aparelhos. Mas Roseli acredita que não se deve perder o otimismo. "Uma vez congelada uma especificação e fabricados lotes em larga escala, este valor poderá cair", ela espera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O preço, no entanto, não é a única barreira. A falta de capacitação dos professores também assusta. Alguns não sabem sequer usar um computador. Apesar disso, Roseli acha que não haverá problemas. "Já fizemos testes com professores que disseram ter computador em casa, mas que nunca usaram, pois quem usa são os filhos. No caso destes novos dispositivos, eles comentaram: 'nossa, é mais fácil do que eu pensava'", garante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Copyright for all&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Depois de vencer os empecilhos de preço do aparelho e do preparo dos professores, a grande preocupação do Governo Federal e das escolas deveria ser muito mais do que a simples alfabetização digital. É preciso integrar os alunos à realidade da cibercultura como espaço globalizado e democrático. Mais do que ensinar os alunos a baixar doYoutube, é fazê-los produzir os próprios vídeos e dividi-los na rede. Além de preparar a nova geração para consultar conceitos na Wikipedia, é necessário capacitá-los para criar seus próprios verbetes. Roseli acredita que a grande vantagem dos programas de inclusão digital é a criação coletiva que a internet permite. "O que eu considero que irá mesmo provocar mudanças são as possibilidades de autoria, principalmente de autoria colaborativa tanto por parte dos professores como dos alunos", destaca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É essa capacidade de produzir as coisas em colaboração que, muitos acreditam, moverá o mundo daqui para frente. Quem afirma isso é o advogado Larry Lessig, criador do Creative Commons, algo como"criativo coletivo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A proposta é de uma forma mais flexível e aberta de licenciar produtos. Para se entender a reviravolta provocada pelo CC, é só imaginar que o licenciamento tradicional impedia a alteração do produto e restringia a cópia do mesmo à autorização do autor. Com o CC, nada disso faz sentido. O autor pode autorizar a reprodução total do produto, bem como sua alteração por outros usuários. Na verdade, esse é objetivo: que o produto seja aperfeiçoado por inúmeros outros usuários que não são impedidos pelo famoso "copyright". "Astecnologias digitais abriram um grande panorama de oportunidades criativas", afirma Larry Lessig, ao se referir ao trabalho colaborativo. "O CC ajuda autores e artistas que querem encorajar as pessoas a compartilharem seu trabalho não comercialmente, mas querem manter os direitos comerciais".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Lessig, "a cultura brasileira é, por natureza, feita para esse tipo de energia criativa". No entanto, o Brasil ainda está distante dessa realidade. Iniciativas como a Biblioteca Virtual de Paulínia, antes de poderem incluir os cidadãos efetivamente à cibercultura, ainda estão presas à maior necessidade da população: a alfabetização digital. Huelberth e Crizam, os dois usuários dabiblioteca do início da reportagem, mesmo representando uma pequena parcela da população brasileira, ainda engatinham no universo da cibercultura. O que dirá daqueles que nunca tiveram acesso acomputador algum? Depois do feijão com o arroz, quem sabe o Brasil pode sonhar, no futuro (esperamos não tão distante), assumir posição de destaque no mundo da cultura digital. Afinal, como disse Lessig, fomos feitos para "esse tipo de energia criativa". Alguém duvida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Reportagem de junho/07)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2490608073115029396-2630332017369668367?l=ruminandocultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruminandocultura.blogspot.com/feeds/2630332017369668367/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2490608073115029396&amp;postID=2630332017369668367&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2490608073115029396/posts/default/2630332017369668367'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2490608073115029396/posts/default/2630332017369668367'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruminandocultura.blogspot.com/2008/01/internet-for-all.html' title='Internet for all'/><author><name>Tales Tomaz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://img2.orkut.com/images/medium/1202389351/10001186.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry></feed>
